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segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Turismo Afro, Copa e Olimpíadas são tema de seminário / Evento acontece na próxima quinta-feira, no Rio de Janeiro

O Ministério do Turismo (MTur) participa na próxima quinta-feira (03) do “Seminário de empreendedorismo e Turismo Afro, oportunidades com a Copa do Mundo e as Olimpíadas no Rio de Janeiro”. Além dos negócios gerados com os dois eventos mundiais, o encontro também discutirá a importância do movimento negro, das lideranças organizadas e do governo na construção de políticas públicas e ações para o Turismo Étnico no Brasil. O seminário acontece no Rio de Janeiro, na sede da Riotur.
O coordenador de Segmentação do MTur, Wilken Souto, será um dos participantes da mesa de debates. Também estarão presentes representantes de entidades da iniciativa privada, do governo e terceiro setor, como a Associação Nacional dos Coletivos de Empresários e Empreendedores Afro-Brasileiros (ANCEABRA), Secretaria de cultura do Rio de Janeiro, Fundação palmares, Riotur e a Associação Nacional de Turismo Afro Brasileiro (ANTAB) – idealizadora do evento.
Na ocasião, o coordenador de Segmentação apresentará as ações desenvolvidas pelo Ministério do Turismo destinadas ao Turismo Étnico, um nicho do Turismo Cultural.

TURISMO ÉTNICO
O Turismo Étnico é formado por atividades turísticas decorrentes da vivência de experiências autênticas em contato direto com os modos de vida e a identidade de grupos étnicos. Busca-se estabelecer um contato próximo com a comunidade anfitriã, participar de suas atividades tradicionais, observar e aprender sobre suas expressões culturais, estilos de vida e costumes singulares. Muitas vezes tais atividades podem articular-se como uma busca pelas próprias origens do turista, em um retorno às tradições de seus antepassados.
O Turismo Étnico envolve as comunidades representativas dos processos imigratórios europeus e asiáticos, as comunidades indígenas, quilombolas e outros grupos sociais que preservam seus legados étnicos como valores norteadores em seu modo de vida, saberes e fazeres.

Mais informações para a imprensa
Assessoria de Comunicação do MTur
imprensa@turismo.gov.br
(61) 2023 7055
Siga o turismo no Twitter: www.twitter.com/MTurismo

Secretaria tira dúvidas sobre internet gratuita na Baixada

A Secretaria estadual de Ciência e Tecnologia está tirando as dúvidas dos moradores da Baixada Fluminense sobre a instalação dos equipamentos para a captação do sinal gratuito de internet sem fio nos seis municípios que recebem a primeira fase do programa Rio Estado Digital. A inauguração do programa na Baixada será no próximo dia 2 de dezembro, com as presenças do governador Sérgio Cabral e do secretário de Ciência e Tecnologia, Alexandre Cardoso. Mas, até lá, diversas ações serão feitas para explicar aos moradores como captar o sinal.
Para captar o sinal, as pessoas precisam instalar uma antena nas suas casas, da mesma maneira que se faz para captar o sinal da televisão. Só quem mora a até 60 metros de uma antena de transmissão e usa notebook está livre de comprar a antena, já que o notebook consegue captar o sinal. Fora isso, será necessário comprar equipamentos.
A antena para captar o sinal deve ser do tipo 24dBi, com mastro e suporte de montagem. Também é necessário comprar um fixador para o mastro da antena, um adaptador USB com saída para antena externa e um cabo com conectores específicos para USB e para antena externa. O custo total desses equipamentos é de até R$ 150.
Uma equipe de técnicos da Faetec está percorrendo as ruas das cidades da Baixada Fluminense para mostrar o passo a passo de como instalar a antena e ligar o computador à rede gratuita de internet. Nesta quarta-feira, os técnicos estarão na Praça do Galo, em Duque de Caxias, das 9h às 17h.
Além disso, foi montado um site (www.baixadadigitalrj.com.br) com todas as informações sobre o programa e a localização das torres de transmissão do sinal de internet. E a partir do dia 30 de novembro, a Secretaria de Ciência e Tecnologia disponibilizará um serviço de telefone (2332-4085) para que os moradores esclareçam suas dúvidas.
A primeira fase do projeto Rio Estado Digital na Baixada Fluminense vai beneficiar cerca de 1,7 milhão de pessoas. O sinal vai chegar a todo o município de São João de Meriti, a 60% da população de Caxias e Belford Roxo e a 20% das cidades de Nova Iguaçu, Mesquita e Nilópolis. A velocidade do sinal emitido por cada antena é de 400 Mbps, o que não significa que os moradores acessarão a internet nesta velocidade, já que vai depender do número de pessoas conectadas a cada antena retransmissora.
"Neste primeiro momento, cerca de 10% da área de cobertura do programa pode não receber o sinal gratuito de internet por causa das chamadas áreas de sombra, da mesma maneira que ocorre com as transmissões de televisão e a telefonia celular. Essas distorções serão corrigidas com a instalação de novas antenas nos municípios. Por isso, a recomendação é para que as pessoas só comprem os equipamentos para captar o sinal se conseguirem localizar uma antena do programa", ressalta o secretário de Ciência e Tecnologia do Estado, Alexandre Cardoso.
A segunda fase do Rio Estado Digital na Baixada Fluminense vai começar no início do ano que vem e beneficiará mais 1,3 milhão de moradores, alcançando toda a extensão da Baixada. A previsão é que o sinal gratuito de internet esteja liberado, nesta segunda fase, até o fim de abril de 2010.

Passo a passo da instalação
- Acesse o site www.baixadadigitalrj.com.br e procure pela torre mais próxima de sua casa.
- Só compre a antena se do alto de sua casa você conseguir enxergar uma das torres do programa Rio Estado Digital.
- Para obter o sinal é necessário: uma antena 24 dBi, com mastro e suporte de montagem com graduação de ângulo; fixador para mastro; adaptador USB com saída para antena externa; cabo de conexão com conectores específicos para o adaptador USB e para a antena.
- A instalação da antena externa é semelhante à de uma TV. Para regulá-la, uma pessoa mexe na antena do lado de fora de casa e outra verifica no computador se o nível de sinal está satisfatório.

Veja abaixo a localização das antenas em Duque de Caxias.
Rua Prof. José de Souza Herdy, esquina com Major Frazão (Ed. Torre Central)
Av.Brazil, 333 - Vila São Luis
Praça Lazaroni, na interseção das ruas Mariz e Barros e Piauí, (Jardim 25 de Agosto)
Av. Brig. Lima e Silva, esquina com Maj. Correia de Melo
Av. Brig. Lima e Silva, esquina com Gen. Dionísio (Praça Humaitá)
Av. Brig. Lima e Silva, esquina com Voluntários da Pátria
Praça Roberto da Silveira
Rua Gastão Cruis (Secretaria de Educação)
Av. Pres. Kennedy, 1.633 (fachada do Colégio Pedro II)
Rua Nobre de Lacerda, 126, Centro (Telhado da Clínica São José)
Av. Nilo Peçanha, esquina com Rua Elelvina Chaves
Av. Nilo Peçanha, esquina com Rua José de Alvarenga
Av. Nilo Peçanha, esquina com Av. Pres. Kennedy
Av. Pres. Kennedy, esquina com Rua Av. Manoel Teles
Av. Dr. Manoel Teles, esquina com Rua José de Alvarenga
Rua Piratini, esquina com Rua José de Alvarenga
Av. Nilo Peçanha, esquina com Rua Nilo Vieira

Valeu, Duque de Caxias!!!

O Duque de Caxias terminou a sua participação (mantendo-se para 2010) na Série B do Campeonato Brasileiro ocupando a oitava posição com 54 pontos. Em 38 jogos foram 15 vitórias, 9 empates e 14 derrotas. A equipe marcou 55 gols e a sua defesa sofreu 55 gols - saldo zero - o aproveitamento no total foi de 47%.
Um fato (negativo) da campanha do Duque foi que o tricolor da baixada dentre os dez menores públicos do Campeonato Brasileiro da Série B, sete foram protagonizados pelo time de Caxias, naturalmente, pelo fato de ter que jogar muito de seus jogos, por exemplo, em Volta Redonda dificultando bastante o acesso de seus torcedores. O artilheiro do Duque de Caxias foi Edvaldo (foto) com 15 gols.
Consideramos (nós do Campinarte) que essa campanha do Duque de Caxias (só pelo fato) de se manter na Série B do Campeonato Brasileiro – apesar dos pesares – foi bastante positiva e o Duque de Caxias merece os nossos parabéns.

sábado, 28 de novembro de 2009

Observatório Comunitário - Comunica

Por motivos alheios a nossa vontade ficamos temporariamente sem atualizar o nosso blog. Fomos bastante prejudicados com as chuvas dos últimos dias seguidas desses benditos apagões provocando uma espécie de pane em nossos equipamentos. Agora está tudo bem (espero) e a partir de segunda-feira estaremos de volta com força total. Algumas regiões de Duque de Caxias não tem passado por bons momentos e nós, infelizmente, também sofremos com todos esses acontecimentos. Quero agradecer o carinho a preocupação e a solidariedade de todos os internautas que não pouparam esforços para fazer contato como o nosso Observatório Comunitário.
Mais uma vez - grato pela atenção - Huayrãn Ribeiro

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Teatro Raul Cortez homenageia Villa Lobos

Duque de Caxias não ficou de fora das homenagens ao compositor Heitor Villa Lobos que morreu em novembro de 1959, deixando uma grande obra. Em parceria com a secretaria de Cultura e Turismo do município, o projeto social Dançar a Vida, vai apresentar na sexta-feira, às 19h, no Teatro Raul Cortez, o balé “Villa Lobos – Uma canção de amor”, com bailarinos da Escola de Dança Petite Danse. A entrada é franca.
O corpo de dança é formado por 19 alunos, de 12 a 20 anos, das 176 crianças e adolescentes beneficiadas pelo projeto. Os interessados em dança clássica e contemporânea poderão se inscrever em janeiro na Rua Uruguai, 463, na Tijuca. Os inscritos passam por avaliação e se aprovados iniciam o curso em fevereiro. Outras informações pelo site www.dancaravida.org.br
ou pelos telefones: 2571-4741 e 2571-7531.

Todos convidados / Festa da Raça

Papa ressalta importância do amor nas relações


Agência ANSA / CIDADE DO VATICANO - O papa Bento XVI disse, na audiência geral desta manhã, estar convencido de que as relações interpessoais seriam diferentes, caso fossem inspiradas no amor, como propunham os estudiosos Hugo e Ricardo, do século XII.
Em seu discurso, por meio da teologia dos dois filósofos, o Pontífice recordou a Santíssima Trindade, doutrina que diz que Deus, Jesus e Espírito Santo são unidos em um único ser por meio do amor.
De forma simples, Bento XVI explicou que esta união seria como um rio. - A divindade é como uma onda amorosa que jorra do Pai, flui e reflui no Filho para ser depois felizmente difusa no Espírito Santo - afirmou.
- Como o mundo mudaria se as relações se baseassem no exemplo das três pessoas divinas - considerou, recorrendo aos filósofos da Abadia de São Vítor, na França. Apenas "o amor nos faz feliz, porque vivemos para amar e ser amado", continuou.
Para ele, os dois autores citados hoje levam os cristãos "à contemplação das realidades celestes e à admiração da Santíssima Trindade como modelo perfeito de comunhão" e a uma reflexão sobre este "mistério", "que vai além da mente humana".

Dia Nacional do Doador de Sangue

A cada segundo uma pessoa no mundo necessita de transfusão de sangue para sobreviver. É importante contar com voluntários agentes de paz que pratiquem o valor da solidariedade e possam estender um braço para a vida, doando sangue seguro.
A saúde é uma necessidade humana, e obtê-la é fundamental para alcançar a tranqüilidade, a harmonia e a paz.
A doação de sangue promove a construção de valores, o respeito à vida, o bem comum, e fomenta no doador sentimentos que favorecem sua auto-estima e bem-estar emocional, já que ao doar esse líquido valioso a pessoa sente a satisfação de salvar vidas e transmitir amor, alegria e esperança a outros.
O sangue não pode ser produzido nem com a mais avançada tecnologia. Só a generosidade permite obtê-lo, daí a importância de que a população mundial tome consciência de que esta ação tão simples constitui a única alternativa de vida para milhões de pessoas.

O que é a doação voluntária de sangue?
É um ato totalmente solidário, voluntário, quando manifestamos nosso livre desejo de oferecer um pouco do nosso sangue para transmitir esperança a outros sem esperar remuneração econômica em troca.

Quantas pessoas têm a oportunidade de se salvar com uma doação de sangue?
Cada vez que se doa sangue, de 1 a 4 pessoas têm a oportunidade de continuar vivendo.
O sangue doado é utilizado para ajudar pessoas que serão submetidas a cirurgias grandes e complicadas, transplantes de órgãos, doentes de câncer, como leucemia, acidentados, anêmicos, doentes e pacientes com queimaduras.

Guia sobre a doação de Sangue:
O que devemos saber sobre a doação de sangue?
Em muitos países do mundo ainda não existe uma cultura de doação de sangue. Possivelmente por desinformação e pela falta de ações permanentes orientadas a consolidar uma cultura altruísta e solidária no meio da sociedade.
Existem muitos mitos e crenças, como pensar que ao coletar o sangue a pessoa pode ser contaminada com alguma doença. Mas o doador não adquire nenhuma doença, porque o material que se utiliza para coletar o sangue é esterilizado e descartável, e é aberto na presença do voluntário.
A verdade é que ao doar sangue você pode salvar a vida de quatro pessoas em apenas 10 minutos, pois o sangue se decompõe em plasma, que serve para os doentes de hemofilia; glóbulos vermelhos, que servem para pacientes com anemia e para os que sofreram choque hemorrágico; plaquetas, para quem tem leucemia ou linfomas, e leucócitos, para portadores de HIV.

Razões para que você seja um doador de sangue
1. Oito em cada 10 pessoas necessitará de algum tipo de transfusão sangüínea em sua vida.
2. Amanhã alguém de sua família pode precisar.
3. Doar significa saúde, porque o doador corre menos riscos de sofrer ataque cardíaco.
4. Doar renova as células sangüíneas.
5. Permite uma maior oxigenação dos órgãos e tecidos.
6. O sangue doado é submetido a vários tipos de análise. Qualquer anormalidade que se detectar é imediatamente comunicada ao doador. É uma garantia de saúde sangüínea.
7. A doação é rápida e segura.
8. Se você estender o seu braço para a vida, pode dar a 4 pessoas a oportunidade de continuar vivendo.

Perguntas freqüentes sobre a doação de sangue
A doação de sangue engorda ou enfraquece?


Não. A doação não engorda nem enfraquece. O sangue retirado só representa 10 % do total que a pessoa tem, e não prejudica o organismo, pois será substituído rapidamente pelo corpo. O voluntário pode ajudar nesse processo simplesmente com a ingestão de água.

Quantas vezes ao ano a pessoa pode doar sangue?
Os homens podem doar quatro vezes ao ano, e as mulheres até três vezes.

Requisitos para a doação de sangue:
1. Idade entre 18 e 65 anos;
2. Ter acima de 50 quilogramas;
3. Bom estado de saúde física;
4. Não estar em jejum;

Quem não pode doar sangue?
Mulheres grávidas
Pessoas que tiveram hepatite após os 11 anos de idade.
Pessoa que consumiu droga em forma endovenosa
Pessoas que tenham feito tatuagens ou “piercing” nos últimos 12 meses.
Pessoa que tenha contraído recentemente uma doença sexualmente transmissível como o HIV ou a sífilis
Pessoas que sofrem de anemia
Pessoas que tenham hábitos sexuais desordenados, desprotegido, pois estas ações os colocam em risco de ter contraído alguma doença.

O processo de doação é muito fácil
Inscrição
Registrar seu nome, sobrenome e número da carteira de identidade;

Formulário
Preencher um formulário com dados de saúde básica;

Entrevista Médica
Um membro da equipe de coleta fará algumas perguntas sobre seus antecedentes de saúde com o objetivo de identificar fatores de risco para o doador ou para o paciente;

Consulta
O médico verifica sua temperatura, o nível de ferro, a pressão arterial e o pulso para proteger sua saúde e bem-estar;

Doação
A equipe utiliza material estéril e descartável, e coletará do doador 450 ml de sangue em um tempo aproximado de 10 minutos.

Após a doação
Comer algum lanche leve;
Beber muito líquido;
Não realizar exercícios forçados, não fumar nem ingerir bebidas alcoólicas até algumas horas após a doação.
Estenda seu braço pela vida. Doe sangue!

Fonte: www.amisrael.org.il

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Posse do novos Conselheiros para o biênio 2010/2011

O que fazer quando um parente desaparece?

“Gabriel, se você estiver ouvindo, volta para casa. Seu pai está triste, está chateado. Seu pai não dorme direito, não come, não trabalha mais. Onde você estiver no mundo, se estiver vendo o pai, volta para casa”, pede um pai.
O desaparecimento deixa um rastro. Uma família inteira em pedaços. A dor insuportável da perda misturada com a tortura da esperança. É a lágrima que não seca, a lágrima sem resposta.
“O meu filho, sem eu saber onde está, se está com fome, se está passando frio, se está sendo judiado, maltratado, Eu quero uma resposta. Uma pessoa não pode sumir assim, no ar, como se fosse fumaça”, aponta a mãe de desaparecido.
Infelizmente, pode. Samantha desapareceu no dia 3 de abril deste ano. A mãe, Maria do Socorro, morava com as duas filhas em um casebre, na comunidade de Santa Margarida, em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.
Ela conta que a menina, de 14 anos, todo dia atravessava o túnel por baixo da linha do trem para comprar copinhos. Neste dia, ela seguiu a mesma rotina. Atravessou o calçadão. Chegou até a loja. Comprou os copos, mas nunca voltou. Deixou uma mãe suplicando, implorando pelo fim dessa agonia.
“Samantha, volta, minha filha, volta, não estou mais aguentando, minha filha, volta, não estou mais aguentando de tanta solidão. Venha, minha filha, eu quero pegar você no meu braço, me dê esse presente. Onde você estiver, minha filha, volta logo”, pede a mãe da Samantha, Maria do Socorro.
Esses casos de desaparecimento são chamados pelos especialistas de enigmáticos. É quando uma pessoa some sem deixar qualquer vestígio. Ela pode ter sido levada, pode ter sido vítima de alguma violência, ou mesmo ter decidido fugir. Desaparecer tem várias causas. Sumir na multidão, por exemplo, em uma cidade como São Paulo, é muito fácil.
E o que fazer? Começa aí o choque de ver que no contato com as autoridades o que se encontra é muita indiferença. Por lei, logo que a família faz o registro do desaparecimento na delegacia, a polícia deve notificar rodoviárias, aeroportos e fazer uma busca. Mas ainda há muito preconceito e despreparo dentro da própria corporação na hora de investigar os casos.
Robson Fontenele trabalha na seção de descoberta de paradeiros da delegacia de homicídios da Polícia Civil do Rio de Janeiro. Ele pede mais investimento no treinamento dos policiais.
“O trabalho de desaparecimento é um trabalho social. A Polícia Civil é tida como um trabalho operacional. Não existe só trabalho operacional. O atendimento a uma família de pessoa desaparecida precisa ter uma especialidade”, comenta o inspetor da delegacia de homicídios/RJ Robson Fontenele.
Porque nessa hora o policial tem que ser um ombro amigo, misturar compaixão e compreensão. O que, convenhamos, não é o perfil típico do policial que vive às voltas com outros tipos de crimes. Para a maioria dos policiais, o desaparecimento pode ser um problema de família e essa explicação varre para debaixo do tapete todas as outras.
“A pessoa desapareceu porque não foi mais vista. Essa pessoa está morta? Está hospitalizada? Foi lesionada? Isso a polícia tem que ir atrás. As pessoas, muitas vezes, para desonerar alguma outra pessoa, outra culpa, registram como que desaparecido”, afirma o secretário de segurança/RJ José Mariano Beltrame.
Enquanto a polícia procura, quando procura, a família vai desmoronando. O tempo passa. A dor não.
“Eu não estou conseguindo trabalhar mais. Em todo lugar, ando para procurar por ela. Se vejo uma menina parecida com ela, paro para olhar”, conta uma mãe, chorando.

Milhares de postos vendem gás irregular

O endereço discreto foi descoberto pelos fiscais graças a uma denúncia anônima. Em um depósito improvisado, havia 156 botijões de gás. Tudo armazenado pertinho da parede de uma casa vizinha.
“Um compartimento totalmente fechado, com interruptor exposto, com a instalação exposta e também tinha até um fogareiro ali”, mostra o fiscal da Agência Nacional do Petróleo Carlos Humberto de Oliveira.
Segundo estimativa do Sindicato Nacional das Distribuidoras de Gás, o comércio clandestino conta com 200 mil pontos de venda espalhados pelo país. Em Belo Horizonte, a polícia chegou até uma mercearia em que os botijões eram guardados próximos a um estoque de fogos de artifício.
“Não só constatamos o depósito irregular de gás de cozinha, como também a adulteração, ou seja a transferência de um determinado recipiente para outro. A venda irregular é uma ilicitude, e a adulteração é outro ilícito penal”, explica a delegada Sandra de Oliveira.
Na casa da dona de casa Marilene Aparecida, o botijão novinho virou um mistério: “Eu troquei o botijão. Está novo. O que tem lá dentro? Eu estou sem gás para fazer o almoço”.
O consumidor pode ajudar a combater as fraudes tomando mais cuidado com a procedência e as características do produto. No próprio botijão aparecem os dados sobre a quantidade correta de gás, o nome do fabricante e a validade do recipiente.
“Primeira coisa é o rótulo. Tem que ver se está violado ou não. Segunda, a bandeirinha, que tem, que estar compatível com o rótulo. Terceira é a validade do botijão, ele vale durante 20 anos”, explica um especialista.
O telefone para denúncias de gás irregular é 0800 970 0267.

Interessante / Nova York legaliza táxi-bicicleta

O táxi-bicicleta apareceu em Nova York há pouco mais de dez anos, trazido da Turquia, onde é usado em grande escala. Voltado para os turistas, aos poucos foi tomando conta das ruas. Em julho deste ano, no auge do verão nova-iorquino, os bibicleteiros de aluguel chegaram ao número recorde de 1,5 mil.
São tantos, que se tornaram um transtorno. Finalmente, neste último fim de semana a prefeitura resolveu colocar ordem no caos. Passou a exigir registro do veículo, carteira de habilitação, cinto de segurança, luzes de trânsito e tabela de preços.
Um bicicleteiro veio da Bulgária, comprou um táxi-bicicleta e vive dele há dois anos. Foi parado pela polícia apesar de, segundo ele, estar com tudo em ordem. O policial disse que a carteira do búlgaro está vencida. Resultado: o veículo foi apreendido e levado para um caminhão com destino ao depósito da polícia.
A fiscalização é rigorosa. Turistas canadenses esperaram pacientemente, durante 20 minutos, até que o bicicleteiro paquistanês fosse liberado pelo guarda. O brasileiro Cesar Augusto ganhava a vida pedalando por Nova York mas está voltando a São Paulo esta semana: “Éramos quatro brasileiros, mas só fiquei eu. Os outros três também pararam mas eu fui o último que restei até sexta-feira passada”.
A competição dos bicicleteiros é com as tradicionais charretes do Central Park. Antes, os cocheiros diziam aos turistas para evitar as bicicletas por serem ilegais. Agora que foram legalizadas, a competição passou a ser de igual para igual.
Demos uma volta com o turco Hakan, que faz mestrado de engenharia e nos fins de semana ganha uns trocados pedalando. Ele reclama que os policiais estão infernizando a vida dos bicicleteiros e dando multas à toa. O colega dele diz que só neste domingo levou dez.
Hakan alega que, para o turista, o passeio de bicicleta é melhor que o de charrete, embora saia um pouco mais caro. É que, segundo ele, os bicicleteiros dividem com os passageiros o muito que sabem sobre os pontos turísticos da cidade.
Com a legalização, o número de táxis movidos a pedal caiu pela metade. Mas ainda é uma boa opção para passear por Nova York.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Fique de olho nessa dica:

Eu li no site da Prefeitura de Duque de Caxias que...

Totens do Banco 24 Horas serão removidos pela Prefeitura / A Operação Choque de Ordem continua firme em Duque de Caxias, com os técnicos da Secretaria Municipal de Transportes e Serviços Públicos (SMTSP) trabalhando intensamente para garantir a ordem urbana em todos os bairros da cidade. O trabalho agora é uma dura repressão aos totens do Banco 24 Horas, instalados irregularmente em dezenas de calçadas. Na foto, Outra peça em ponto diferente em calçada do Centro...

Mutirão da limpeza espera recolher 2 mil toneladas de lixo em Caxias / Um dia para se lembrar que o cuidado com o lixo deve acontecer o ano inteiro. No sábado, 28 de novembro, a Prefeitura de Duque de Caxias lança o seu Mutirão da Limpeza com o tema “Quem ama cuida”. A ação, que envolverá todas as secretarias do governo, espera recolher, nos quatro distritos, das 8h às 17h, 2 mil toneladas de lixo. Considerado um dos principais vilões de rios, canais, valões e bueiros - por entupir galerias e assorear leitos de rios , além de transmitir doenças, o lixo é o foco do evento, que busca conscientizar a população quanto a esses problemas que ele gera...

Curso qualifica educadores do ProJovem de Caxias contra a exploração sexual dos adolescentes / Mais de vinte educadores e coordenadores do ProJovem Urbano e Adolescente de Duque de Caxias participaram de um curso sobre como enfrentar e combater a exploração sexual de crianças e adolescentes. A iniciativa foi uma parceria da Secretaria Municipal de Assistência Social (SMAS) com o Projeto Trama e Projeto Legal. Na foto, Formadora Nina Queiroga, dos projetos Trama e Legal, trabalhou com educadores e coordenadores do ProJovem Urbano e Adolescente...

Menina morre após ser arrastada por cabeça d’água em Guapimirim

Uma menina de 10 anos morreu na tarde deste sábado (21), após ser arrastada por uma cabeça d’água que surpreendeu um grupo de banhistas numa cachoeira no bairro de Barreira, em Guapimirim, na Região Metropolitana do Rio. Bombeiros do quartel de Magé ainda tentaram fazer reanimação, mas a vítima não resistiu.
Segundo informações do Corpo de Bombeiros de Magé, a cachoeira fica no começo da subida da serra de Teresópolis e o nível da água ainda está acima do normal. Não há, até o momento, registro de outros desaparecidos ou feridos na região. Ainda de acordo com os bombeiros, a menina estaria acompanhada de amigos da família.

domingo, 22 de novembro de 2009

Duque de Caxias derrota Figueirense

As chances de acesso acabaram para o Figueirense neste sábado, na penúltima rodada da Série B. O time perdeu para o Duque de Caxias por 2 a 1, no Orlando Scarpelli, e viu o Atlético-GO confirmar o acesso vencendo o Juventude, em Caxias do Sul.
A combinação de resultados deixou o Figueira na sexta colocação, com 60 pontos, enquanto o Atlético-GO foi a 65. As outras três equipes classificadas para a Série A são Vasco, campeão da Série B, Guarani e Ceará.
O atacante Gilcimar abriu o placar para o Duque de Caxias aos 13 minutos do segundo tempo. Três minutos mais tarde, Leandro Chaves garantiu a vitória do time fluminense. No último minuto, aos 47, Paulo Sérgio descontou para o Figueira, mas não evitou a eliminação.
No próximo sábado, às 17h, o Figueirense encerra sua participação na temporada contra o São Caetano, no Anacleto Campanella, enquanto o Duque de Caxias recebe a Ponte Preta.

Hoje é Dia do Músico


Hoje é dia de Santa Cecília, padroeira dos músicos, por isso hoje também é comemorado o dia do músico. O músico pode ser arranjador, intérprete, regente e compositor. Há quem diga que os músicos devem ter talento nato para isso, mas existem cursos superiores na área e pessoas que estudam música a vida toda.
O músico pode trabalhar com música popular ou erudita, em atividades culturais e recreativas, em pesquisa e desenvolvimento, na edição, impressão e reprodução de gravações. A grande maioria dos profissionais trabalha por contra própria, mas existem os que trabalham no ensino e os que são vinculados a corpos musicais estaduais ou municipais.

A santa dos músicos
Santa Cecília viveu em Roma, no século III, e participava diariamente da missa celebrada pelo papa Urbano, nas catacumbas da via Ápia. Ela decidiu viver casta, mas seu pai obrigou-a a casar com Valeriano. Ela contou ao seu marido sua condição de virgem consagrada a Deus e conseguiu convence-lo. Segundo a tradição, Cecília teria cantado para ele a beleza da castidade e ele acabou decidindo respeitar o voto da esposa. Além disso, Valeriano converteu-se ao catolicismo.

Mito grego
Na época dos gregos, dizia-se que depois da morte dos Titãs, filhos de Urano, os deuses do Olimpo pediram que Zeus criasse divindades capazes de cantar as vitórias dos deuses do Olimpo. Então, Zeus se deitou com Mnemosina, a deusa da memória, durante nove noites consecutivas. Nasceram dessas noites as nove Musas. Dessas nove, a musa da música era Euterpe, que fazia parte do cortejo de Apolo, deus da Música.

Fonte: UFGNet

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Morre, aos 86 anos, Herbert Richers

Morreu na madrugada desta sexta-feira, aos 86 anos, Herbert Richers. Dono de uma das principais empresas de dublagem do Brasil, a Herbert Richers S.A., o produtor de cinema estava internado desde o último dia 8 no CTI da Clínica São Vicente, na Gávea. Herbert Richers sofria de problemas renais há cerca de um ano.
O corpo de Richers será velado das 14h às 16h na Capela 1 do Cemitério Memorial do Carmo, no Caju, Zona Portuária do Rio, e cremado logo em seguida. A cerimônia é restrita à família, pessoas próximas e funcionários.
- Foi com ele que comecei a trabalhar com dublagem, foram 50 anos juntos. Ontem pensei tanto nele... - contou emocionado o ator Orlando Drummond, o Seu Peru da "Escolinha do Professor Raimundo", dublador de personagens famosos como Scooby-doo, Popeye e Alf, o ETeimoso - Herbert foi um lutador, é uma perda irreparável para o mercado de dublagem.
Guilherme Briggs, que empresta sua voz há mais de 14 anos aos mais diversos personagens - como o Buzz Lightyear, de "Toy story" - revelou-se chocado com a notícia da morte de seu patrão.
- Era um senhor de idade, mas mesmo assim não conseguia acreditar quando soube da notícia. Desde criança eu associo o nome dele à dublagem.
Herbert Richers nasceu em Araraquara, São Paulo, em 11 de março de 1923, e se mudou para o Rio de Janeiro em 1942. Em 1950, fundou a Herbert Richers S.A. uma das pioneiras do ramo de dublagem de filmes e seriados no Brasil. Herbert Richers viu seu nome invadir os lares brasileiros com o anúncio "versão brasileira: Herbert Richers" veiculado antes dos filmes que dublava. O produtor deixou viúva a designer de joias Cookie Richers e três filhos, Herbert Jr., Ronaldo e Celina.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Batuque de umbigada / Foi da África até a Vila África

O lhar para trás com orgulho e respeito. É o que crianças pelo interior de São Paulo vêm aprendendo com mestres de 70 a 80 anos, fundadores do Grupo de Batuque de Umbigada. Mistura de brincadeira, canto e dança, a Umbigada foi proibida a partir de 1950. Como a polícia chegava com violência prendendo todos, criança não podia participar ” só há um ano retirou-se da pauta uma lei de Piracicaba que proibia o Batuque desde aquela época.
De lá pra cá, a Umbigada quase desapareceu. Mas hoje as novas gerações são estimuladas a aprender sobre a tradição dos tambores, resgatando sua identidade com a cultura dos antepassados. Desde 2001, o batuqueiro Vanderlei Benedito Bastos transmite esses valores em oficinas. Iniciativa igualmente digna é a dos velhos mestres Dado de Piracicaba, Herculano de Tietê, dona Odete e Anecide Toledo de Capivari. Palavras do falecido Mestre Plínio, fundador do Grupo de Batuque: ” O meu tempo foi o meu tempo, agora é o tempo dessa garotada”.
Seguindo esse ensinamento, a professora Márcia Maria Antonio fundou o Grupo Infantil de Batuque Tio Tonho, na Vila África, periferia piracicabana. Em bairros como esse, em que vivem muitos descendentes de escravos, as raízes da cultura afro-brasileira ganham terreno e fortalecem a tradição junto às novas gerações. Pois é como diz uma antiga moda de Batuque: Tatu tá com as unha curta / Num pode mais cavucá / Esse tatu tá véio, mas véve cavucando.

No coração da África o coração do Brasil

Eles fazem carnaval, festejam Nossa Senhora do Bonfim, comem feijoada, torcem pelo Brasil na Copa do Mundo. Típicos brasileiros? Engano: esse povo de sobrenomes como Souza, Silva e Freitas mora do outro lado do Atlântico. Em Benin, Nigéria e Togo, mais precisamente. Chamados de agudás, descendem do traficante de escravos Francisco Félix de Souza ou dos libertos que ele levou de volta à África no século 18.
No Benin, representam entre 5% e 10% da população. Consideram-se um grupo à parte; alguns os chamam de brasileiros. Já adotaram as línguas oficiais de seus países, mas mantêm o português em canções e certas palavras, como feijoadá e kousido. As referências que guardam do Brasil são do período colonial, tanto nas roupas como na arquitetura; e na burrinha (que chamam de bourian), forma antiga de bumba-meu-boi. Quando a escravidão foi abolida no Brasil, comemoraram com desfiles de rua.
Alguns vieram em 2003 participar do desfile da escola de samba Unidos da Tijuca, com o tema Agudás - Os que trouxeram ao Brasil a África no coração e levaram para o coração da África o Brasil.
A maioria deles nunca pisou aqui, mas quer mudar isso. Sonham receber brasileiros e conhecer a terra da qual têm forte memória afetiva. Moram a um oceano de distância, mas, como disse Gilberto Freyre: acontece que são baianos.

Monumento - Zumbi dos Palmares

44% de entrevistados por Procon foram discriminados

O feriado da Consciência Negra, comemorado no Estado de São Paulo amanhã (sexta, 20 de novembro), e em diversos outros municípios, é a oportunidade para que cidadãos e setores diversos da economia reflitam acerca de aspectos da cultura negra no Brasil.
A Fundação Procon-SP, com a colaboração de alunos da Faculdade Zumbi dos Palmares, realizou pesquisa sobre discriminação étnico-racial no setor das relações de consumo. Segundo o levantamento, 44,26% da população paulistana já se sentiu discriminada no mercado de consumo no momento da compra de um produto ou serviço. Motivo: raça ou cor. Os tipos de estabelecimentos em que os consumidores afrodescendentes se sentiram mais discriminados foram: loja de vestuário, banco/financeira, supermercado e shopping center.
De acordo com os entrevistados, a prática discriminatória mais comum é a desconfiança dos seguranças, além do não atendimento por parte do vendedor e até mesmo à proibição de entrada no estabelecimento.

Release da Posse dos Novos Conselheiros para o Conselho Municipal de Cultura Biênio 2010 – 2011

O Conselho Municipal de Cultura e a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Duque de Caxias promoverão a posse festiva dos novos Conselheiros Municipais de Cultura, Titulares e Suplentes, para o Biênio 2010-2011, no dia 24 de Novembro de 2009, às 17:30 na sede da Secretaria, Praça Roberto Silveira nº 31, 3º andar, Jardim 25 de Agosto, Duque de Caxias - RJ.
Neste ato serão empossados, os Conselheiros representantes da Sociedade Civil, eleitos na III Conferência Municipal de Cultura de Duque de Caxias, etapa da II Conferência Nacional de Cultura, realizada nos dias 25, 26 e 27 de Setembro de 2009, e os Conselheiros representantes do Poder Público, indicados pelos Órgãos Governamentais descritos na Lei 1.914. Na ocasião serão entregues Certificados e as Carteiras aos novos Conselheiros.

Pela Sociedade Civil foram eleitos na III Conferência:
Como Representante do Programa de Formação e Educação Comunitária – PROFEC na Cadeira de Artes Cênicas: Wilton Cruz, tendo como Suplente: Fabiana Michele Paixão Correa; como Representante do Lar Dos Pimentinhas, Creche, Maternal e Jardim na Cadeira de Artes Plásticas: Cássia Ferreira da Silva, tendo como Suplente: Marco Aurélio Correa Bomfim; como Representante do Instituto Mulheres com Propósito na Cadeira de Artesanato: Marcia Nascimento Francisco de Araújo, tendo como Suplente: Lia Maria Marcello Motta; como Representante da Associação Cultural, Educacional e Social Manoel Aristides Santos – A.C.E.S.M.A.S. na Cadeira de Audiovisual: Renildo Gomes da Silva, tendo como Suplente: Francisca Raquele Barbosa Bernardi; como Representante da Associação Carnavalesca de Duque de Caxias – ACDUC na Cadeira de Cultura Popular: Antonio Mendes Freire, tendo como Suplente: Roberto Alves Fonseca; como Representante da Universidade do Grande Rio – UNIGRANRIO na Cadeira de Empresariado: José Geraldo da Rocha, tendo como Suplente: Maria Rita Resende Martins da Costa Braz; como Representante da Associação de Capoeira Casa do Engenho. na Cadeira de História, Patrimônio Arqueológico, Arquitetônico, Artístico e Cultural: Walace Rocha dos Santos, tendo como Suplente: José Roberto Domingos; como Representante do Centro Aplicado de Educação Multi-étnica – CAPEM na Cadeira de Literatura, Bibliotecas e Salas de Leitura: Daniela Francisca da Rocha, tendo como Suplente: João Costa Batista; como Representante do Grupo Tia Angélica – GTA na Cadeira de Movimentos Populares: Sergio Ricardo de Souza, tendo como Suplente: João Carlos de Jesus Ferreira; como Representante da Sociedade Musical e Artística Lira de Ouro na Cadeira de Música: Paulo Roberto Teixeira Lopes, tendo como Suplente: André Luiz Lopes Vianna; como Representante do Espaço Cultural Afrodance na Cadeira de Produtores Culturais: Bernardete Pereira da Silva Calixto, tendo como Suplente: Suely Pereira da Silva Calixto; Pelo Poder Público foram indicados: Como Presidente, cumprindo o que reza a Lei 1914 a Secretária Municipal de Cultura e Turismo: Ana Lucia Fernandes Jensen; como o outro representante da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo: Roberto Gaspari Ribeiro, tendo como Suplente: Alexandre dos Santos Marques; como Representante da Secretaria Municipal de Assistência Social: Raul Elias de Souza Ribeiro, tendo como Suplente: Bárbara da Silva Santos; como Representante da Secretaria Municipal de Educação: Felipe Lacerda de Melo Cruz, tendo como Suplente: Flávio José do Bonfim; como Representante da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer: Gilson Ávila Ribeiro, tendo como Suplente: Sidnei Soares Pereira; como Representante da Secretaria Municipal de Obras e Urbanismo: Carlos Sérgio Mendonça Dacier Lobato, tendo como Suplente: Mauri Vieira da Silva; como Representante da Secretaria Municipal de Fazenda e Planejamento: Raslan Abbas Muhssen, tendo como Suplente: Mauro Barbosa Carvalhaes; como Representante da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico: Carlos Alberto Souza de Miranda, tendo como Suplente: Neysa Yane Barreto Ayache; como Representante da Secretaria Municipal de Governo (Assessoria de Comunicação): Fernanda Pereira da Silva, tendo como Suplente: Luciana de Figueredo Morais; como Representante da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Agricultura e Abastecimento: Aldair Alves de Souza, tendo como Suplente: Ovídio Simas Ferreira; como Representante da Câmara Municipal de Duque de Caxias: Tania Maria da Silva Amaro de Almeida, tendo como Suplente: Roselena Braz Veillard.

A III Conferência Municipal de Cultura de Duque de Caxias foi Etapa da II Conferência Nacional, e por isso definiu Delegados para a Conferência Estadual de acordo com o número de envolvidos nas pré-conferências e na Conferência. Como tivemos 380 pessoas, como número total de participantes, das pré-conferências, que aconteceram nos meses de junho, julho e agosto, respectivamente em Xerém, Imbariê e Jardim Primavera até a III Conferência, nossa cidade se credenciou a enviar 19 Delegados (5% do total), 2/3 da Sociedade Civil e 1/3 do Poder Público, para a Conferência Estadual que acontecerá nos dias 14 e 15 de dezembro de 2009, na cidade do Rio de Janeiro.
O Regimento Interno da III Conferência Municipal definiu que serão os onze Conselheiros da Sociedade Civil eleitos, os dois subsequentemente mais bem votados e mais seis indicados pelo Poder Público para compor a delegação de Duque de Caxias para a Conferência Estadual de Cultura.

Na posse contaremos ainda com as seguintes atividades culturais:
1) Exposição organizada pelos Conselheiros da Cadeira de Artes Plásticas: Cássia Ferreira da Silva e Marco Aurélio Correa Bomfim, como representantes do Lar Dos Pimentinhas, Creche, Maternal e Jardim;

2) Apresentação de Dança organizada pelos Conselheiros da Cadeira de Produtores Culturais: Bernardete Pereira da Silva Calixto e Suely Pereira da Silva Calixto, como representantes do Espaço Cultural Afrodance;

3) Apresentação de Maculelê organizada pelos Conselheiros da Cadeira de História, Patrimônio Arqueológico, Arquitetônico, Artístico e Cultural: Walace Rocha dos Santos e José Roberto Domingos como representantes da Associação de Capoeira Casa do Engenho;

4) Apresentação Teatral organizada pelos Conselheiros da Cadeira de Artes Cênicas: Wilton Cruz e Fabiana Michele Paixão Correa como representantes do Programa de Formação e Educação Comunitária – PROFEC.

MAIORES INFORMAÇÕES:
Tel.: 2672-8877 / 2672-8882 / 2672-8875
e-mail: conselhoculturaduquedecaxias@gmail.com

projetos.cultura@duquedecaxias.rj.gov.br

gabinete.cultura@duquedecaxias.rj.gov.br

Está faltando igreja para casamentos em Vitória

Aliança no dedo e a noiva caminha para o altar. Mas ainda não é para valer. O grande dia mesmo será em julho de 2010. Foi marcado com mais de um ano de antecedência. A noiva Clarissa da Costa Sacárdua ainda acha que deu sorte de encontrar data: “Logo em seguida, vi que todas as vagas tinham acabado”, conta.
A noiva Karen Bergoli sabe bem disso. Ano passado, tentou agendar o casamento para novembro deste ano. Mas teve que mudar: “Mudei para dezembro, um mês depois. Na verdade, só consegui porque houve a desistência de uma noiva”.

Nem o santo casamenteiro ajuda as noivas. A igreja dele é das mais concorridas. Não tem mais data em 2010. Tem fila de espera para 2011.

“Procura sempre houve, mas não tão intensa como agora”, compara o padre Roberto Camillato.

Com tanta procura, chegam a ser realizados três casamentos na mesma noite. Aí só com revezamento de padre: “Ou não daríamos conta”, admite um padre.

Atualmente, quem decide casar em Vitória tem duas prioridades: “Depois do noivo, tem que conciliar o cerimonial com a igreja”, aponta a cerimonialista Luciana Almeida.

Também está difícil encontrar cerimonial. “As pessoas começaram a procurar, agendar, com um ano e meio, dois anos de antecedência”, informa a dona de cerimonial Mônica Gomes.

Aumentou a procura por casamentos, mas diminuiu a oferta de igrejas. Algumas, como a de Santa Rita, estão em obras. A Catedral de Vitória também está passando por reforma. É uma restauração que não tem data para terminar. Lá eram realizados de três a quatro casamentos por semana. Agora, só missas e batizados, o que tem deixado muitas noivas desesperadas.

Desse jeito, já tem gente perguntando o que está mais difícil em Vitória: arrumar noivo ou igreja.

PLÍNIO MARCOS / Camelô da literatura

Plínio Marcos foi um dos autores mais perseguidos dos “anos de chumbo”, tempos sombrios do regime militar. Em agosto de 1968, a Folha de S.Paulo publica: A situação de Plínio Marcos é a seguinte: trabalho dele que chega em Brasília, antes mesmo de ser lido, os censores dizem: Plínio Marcos? Proibido. Certo dia, o escritor pergunta a um censor por que vetavam tanto suas peças. A resposta: “Porque são pornográficas e subversivas.” “Mas por quê?”, insiste. “São pornográficas porque têm palavrão. E subversivas porque você sabe que não pode escrever com palavrão e escreve”, justificou o censor, ocultando os reais motivos: as peças de Plínio retratam a realidade social, dão voz aos oprimidos; o palavrão é apenas um detalhe. Importante, mas um detalhe.

PRIMEIRO ATO: PALHAÇO
Nascido em Santos a 29 de setembro de 1935, Plínio veio de origem “mais ou menos humilde”. Filho de bancário e dona-de-casa. Sentia dificuldade para se concentrar e não suportava escola: levou quase dez anos para sair do primário.
“Para ser franco, eu, quando pequeno, era tido como débil mental.”
Decidiu aprender uma profissão, funileiro. Transitou por outras atividades, duas delas marcantes: estivador no porto, quando assimilou a linguagem mais usada em suas peças; e camelô, que exerceu em diferentes momentos. Iniciou a carreira artística aos 16 anos, palhaço de circo. Viajou. Já escrevia e dirigia esquetes cômicos.

SEGUNDO ATO: DRAMATURGO
Estreou no teatro com uma ponta na peça para crianças Pluft, o Fantasminha. Enquanto isso, fazia amizades que lhe despertavam o gosto pela literatura. Lia e escrevia incessantemente, o que repetiria pelo resto da vida.
A primeira peça foi inspirada numa notícia de um estupro em Santos: Barrela. No total, escreveria mais de 30, até hoje encenadas por todo o País. “Minhas peças não têm ficção, sabe? Escrevo reportagens”, dizia.
A ação se passa numa cela; diálogos inspirados nas falas dos presos. Leu-a para companheiros do circo e disseram que ele estava louco. Patrícia Galvão, a Pagu, comparou-a com a obra de Nelson Rodrigues. Enviada à censura, foi vetada. Pagu interveio e liberaram para uma única apresentação, em 1959. Ficaria proibida por mais de 20 anos.
Intermezzo

INTERMEZZO
O autor mudou para São Paulo em 1960 e lá ficou até morrer, a 19 de novembro de 1999. Trabalhou como mascate, camelô, carregador, mas nunca se desligou do teatro.
Para driblar a censura, fazia montagens clandestinas ou domésticas. Em 1966, apresenta um dos maiores sucessos, Dois Perdidos numa Noite Suja, inicialmente encenada em um bar. Outros êxitos vieram, como Navalha na Carne, de novo em espetáculos escondidos da mira da censura.

TERCEIRO ATO: IMORTAL
“Fui camelô. Voltei pra rua pra camelar. Não caí. Não bebi. Não chorei. Nem perdi o bom humor.” Como a censura não liberava peça alguma, Plínio começa a editar livros e vendê-los nas ruas. Com seus contos e romances, ganha muitos prêmios. Passa o resto da vida dividido entre palcos e calçadas. “Sou um camelô da literatura. Vendo meus livros, dou autógrafos e prometo morrer logo para valorizar. Sou um escritor imortal, não da ABL, mas porque não tenho onde cair morto.”
Segundo o crítico Sábato Magaldi, o diálogo, em Plínio, é como um torniquete, espreme a situação até o desfecho trágico, preparado exaustivamente para que se torne verossímil. Para ele, Plínio Marcos deu às suas personagens um cunho brasileiro, a verdade do nosso submundo, desde o corte psicológico à linguagem crua.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

ONG. CRIARTH CRIA MUSEU DOS TRILHOS / 59 EM MAGÉ

A convite da Secretária de Cultura e Turísmo de Duque de Caxias Sr. Ana Jansen, o professor Ralmir dos Santos Flôr Diretor do Museu Histórico Duque de Caxias, participou de encontros do Projeto de Volta aos Trilhos, que teve seu primeiro encontro este ano na Leopoldina. Fundador e Presidente de Honra do Grupo Criarth, Ralmir integrou rapidamente a instituição ao Movimento de Volta aos Trilhos. No ultimo dia 06 e 07 de setembro o Grupo Criarth foi representado pelo Diretor Adjunto Reinaldo Dos Santos Flôr, no Seminário de Preservação Ferroviária que aconteceu no Museu Imperial de Petrópolis. Agora a direção do Grupo Criarth já estuda a possibilidade de criação da um museu na Baixada Fluminense que defenda o Movimento de preservação Ferroviária. O Professor Ralmir Santos quer criar o Museu dos Trilhos /59, em referência à primeira ferrovia construída no Brasil em 1959.

A informação e a desinformação sobre câncer de mama

Um grupo de pesquisadores ligados ao governo americano publicou essa semana as novas diretrizes recomendadas para o rastreamento do câncer de mama, doença que mata por ano 500 mil mulheres em todo o mundo.
Os autores da pesquisa recomendam que mamografias de rotina passem a ser feitas a partir dos 50 anos, e não mais a partir dos 40, para aquelas mulheres que não pertencem aos grupos de risco. E que sejam feitas de dois em dois anos e não mais a cada 12 meses.
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Música instrumental conquista pouco a pouco seu espaço

SÃO PAULO - Entre os motoristas que enfrentam os mais de cem quilômetros de congestionamentos na cidade de São Paulo, há um professor de física que prefere fazer música à ouvi-la no rádio. Enquanto os mais estressados tocam sua revolta numa nota só da buzina, Orlando Cirullo pega o seu trompete no banco do passageiro e, geralmente, acompanhado de um play back, deixa com que a imobilidade do trânsito o leve à frenética cadência de notas. "Tem gente que estranha, faz graça. Mas é a forma que tenho para estudar", diz ele que já deu aulas de gaita na década de 80, estudou sax e, agora, trompete. Mas ele não é músico profissional, e acabou se dedicando à física e à mecatrônica.
Apesar de não ser nada recomendado pelas leis de trânsito estudar música e dirigir, nem deve estar no cálculo do seguro do seu veículo, o professor é um exemplo extremo de fã da música instrumental, do jazz ao samba, que vem conquistando lentamente mais público. Talvez menos que o necessário para tornar a profissão rentável, mas que a revigora e a faz sobreviver às modas da indústria fonográfica.
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Mais uma lei que não é cumprida / Bancos terão que dificultar visão do interior de caixas eletrônicos

Bancos terão que dificultar visão do interior de caixas eletrônicos
O Globo / RIO - Bancos que atuam no Estado do Rio terão 90 dias, a contar desta segunda-feira (17/11/2008), para dificultar a visão do interior de seus caixas eletrônicos, como meio de garantir a privacidade e aumentar a segurança dos usuários deste serviço. A nova lei, de número 5.305/08, teve sua promulgação publicada no Diário Oficial desta segunda, com assinatura do presidente da Assembléia Legislativa do Rio, deputado Jorge Picciani (PMDB).
A regra, de autoria do deputado Zito (PSDB), determina que, vencido o prazo, os bancos tenham promovido as modificações necessárias ao bloqueio da visão de terceiros das transações bancárias, mesmo nos caixas localizados fora das dependências das agências. A multa diária cobrada em caso de descumprimento será de 200 Ufirs.
(Matéria publicada em 18 de Novembro de 2008 - há 1 ano)

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Digno de nota / 1.700 pessoas trabalham de graça no Rio para melhorar a educação

Fernanda Malta, Jornal do Brasil / RIO - De acordo com a definição das Nações Unidas, “o voluntário é o jovem ou o adulto que, devido a seu interesse pessoal e ao seu espírito cívico, dedica parte do seu tempo, sem remuneração alguma, a diversas formas de atividades, organizadas ou não, de bem estar social, ou outros campos(...)” Na cidade do Rio, 1.750 pessoas trabalham como voluntárias nas escolas públicas do município. O Programa de Reforços na Escola teve início em abril, quando a Secretaria Municipal de Educação abriu inscrições para receber qualquer pessoa interessada nesta missão, desde que tivesse o ensino médio completo. Foram 3.850 candidatos, dos quais 1.750 selecionados.
O motivo que mobiliza alguém em direção ao trabalho voluntário é, entre outros fatores, o grau de comprometimento com uma causa. A aposentada Sandra Maria Lima, mãe de dois filhos de 41 e 32 anos, trabalhava em um salão de beleza quando encontrou um bebê abandonado na porta do trabalho. Comovida, passou a cuidar de Andreza, hoje com nove anos. Aproximar-se novamente de crianças fez Sandra praticar o altruísmo e a solidariedade, primeiro passo para que, mais tarde, desenvolvesse o trabalho voluntário.

PEDRINHO, ex-goleiro do Bangu precisa de ajuda

Outro dia me perguntaram qual era o mais antigo jogador do Bangu ainda vivo? Eu mesmo não sabia responder à questão. Pois a resposta veio junto com um pedido de socorro, lá de São Luís, no Maranhão.
O ex-goleiro Pedrinho, nascido em 16 de maio de 1930, portanto com 79 anos, fez parte do quadro alvirrubro entre 1947 e 1951. Neste período, jogou 31 vezes (com 14 vitórias, 5 empates e 12 derrotas, sofrendo 57 gols).
Pedro Sampaio Duarte, no entanto, não está em São Luís gozando dos louros da vida de aposentado, depois de ter treinado algumas equipes locais. Ao contrário, o ex-goleiro mora dentro do estádio municipal Nhozinho Santos. Graças ao esforço de funcionários do estádio, Pedrinho será transferido para uma casa de passagem mantida pela prefeitura até que apareça uma vaga no Asilo da Mendicidade, de São Luís.
Pedrinho nasceu em Bangu e morou próximo à igreja de São Sebastião e Santa Cecília, mas tem poucas lembranças do seu tempo de jogador. Recorda-se bem, no entanto, do amigo Moacir Bueno - grande atacante dos anos 40 -, falecido em 2004.
Alheio a qualquer assunto, a grande preocupação de Pedrinho é buscar familiares no Rio de Janeiro que possam ajudá-lo neste momento difícil.
Por isso, a administração do estádio Nhozinho Santos coloca o telefone à disposição para que algum familiar entre em contato: (98) 3212-3677 - procurar Maria José.
(Carlos Molinari / Pesquisador da história do Bangu Atlético Clube)

17 DE NOVEMBRO - DIA DA CRIATIVIDADE / Nome africano, som danado de bom: Mawaca

O canto do ritual antropofágico dos suruís, de Rondônia, costuma-se ao canto das maçadeiras de linho de Póvoa de Lanhoso, de Portugal. Canção infantil japonesa arremata delicada balada irlandesa. Música folclórica da Sanabria, Espanha, terra de mulheres exigentes e sensuais, se transforma num baião danado de bom. A mistura étnico-musical é o grande achado do grupo Mawaca. Sete vozes femininas passeiam por canções do mundo inteiro.

Mawaca, palavra de origem africana, significa “cantores” - músicos que recorrem ao poder mágico da palavra cantada para atrair o poder dos espíritos. Elas cantam em búlgaro, inglês, japonês, italiano, turco, hebraico, swahili, espanhol, além de português com sotaque lusitano. A música brasileira vai do maracatu à congada, toada, candomblé e ciranda. Unem acordeão, fagote, sax, berimbau, flauta, vibrafone, pandeirões do Maranhão, derbak árabe e muitos outros instrumentos. Recriam temas ancestrais, agradáveis aos ouvidos contemporâneos.
O grupo já lançou dois Cds tão criativos e surpreendentes, que Mawaca está cotado para participar do próximo Rock in Rio. Vai ser uma surpresa para roqueiros de carteirinha. Saiba mais sobre o Mawaca no site: www.mawaca.com.br

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Fala Morador / Moradores de Nova Campinas sofrem com o péssimo serviço da TREL

Dentre tantas, destacamos a reclamação de Catrina Ramos - moradora de Nova Campinas (Duque de Caxias) que segundo constatação das poderoas lentes do nosso Observatório Comunitário está repleta de razão.

"Sou moradora de Duque de Caxias e usuaria da linha Central - Nova Campinas (Av. Brasil) e há muito tempo venho pedindo atraves do telefone e de email que a TREL melhore as condições dos onibus que fazem esse trajeto.. Eles colocaram os piores onibus para os usuarios.. no horario de retorno para casa, por exemplo, que eu pego as 17:10 mais ou menos em frente a Fundação Oswaldo Cruz, tem um onibus de numero 254 que está em pessimo estado de conservação... Até o teto tá furado.. com essas chuvas , teve um senhor que teve que abrir o guarda chuva dentro do onibus. olha o absurdo? Mas não é só esse veiculo não... SÃO TODOS ELES.... Onibus sujo, janelas soltas, portas que não fecham corretamente, bancos quebrados... a gente não tem nem dignidade de voltar para casa...
A Empresa adquiriu onibus novos , mas os piores os mais velhos, sujos, quebrados eles colocaram no trajeto da Av. Brasil, o chamado PARADOR. Será que a gente não merece um onibus limpo, com ar condicionado, novo?? Condições para melhorar eles tem e todos sabem disso, acho que só falta um pouco de organização e força de vontade para que TODOS os usuarios da empresa TREL estejam satisfeitos...E sinceramente a empresa só tem a ganhar fornecendo conforto para nós..
Quem é que quer ficar horas num engarrafamento dentro de um onibus todo podre?????
Então por favor vamos de uma vez por todas melhorar essa situação, porque pagamos o mesmo valor de passagem de qualquer usuario das linhas Seletiva / Linha Vermelha........."

Catarina Ramos / Nova Campinas - Duque de Caxias

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Ciclo de Palestras / Tambores de Novembro

Clique na imagem

O Fórum de Gestores da Baixada Fluminense e a Secretaria de Estado de Cultura / Convida

I Conferência Regional de Cultura da Baixada Fluminense
Preparatória para o Plano Estadual de Cultura
Dia 14 de Novembro de 2009 / das 8:30 às 18:00
Teatro Metodista de Queimados –
Avenida Vereador Marinho Hemetério de Oliveira – s/ nº -
Queimados – RJ
Realização: Secretaria de Estado de Cultura
Fórum de Gestores de Cultura da Baixada Fluminense
Maiores Informações nas Secretarias de Cultura dos municípios participantes

Duque de Caxias - 2672-8882
Belford Roxo - 2761-7338
Japeri - 2670-1107/ 2670-1340
Mesquita - 3763-9803/ 2696-2650
Nilópolis - 3761-3658 / 2792-2173
Nova Iguaçu - 2667-2157
Queimados - 2665-1532
São João de Meriti - 2651-1017
Seropédica - 3787-0858

e-mail:
forumgestoresculturabaixada@gmail.com

Para os que residem em Duque de Caxias estamos disponibilizando Transporte para os interessados. Favor confirmar presença pelo telefone: 2672-8882 com Maria Moura ou Beto Gaspari,
pois as vagas são limitadas à quantidade de assentos no ônibus.

· Horário da Saída: 7:30
· Previsão de Retorno: 19:00

· Local de Concentração e Saída: Praça Governador Roberto Silveira, Jardim 25 de Agosto – Duque de Caxias – RJ

Contamos com sua Presença!

Morre a atriz Mara Manzan

A atriz Mara Manzan, de 57 anos, morreu de câncer no pulmão, nesta sexta-feira (13). Ela estava internada desde sábado (7) no Hospital Rio’s D’or, onde fazia tratamento. Sua última novela foi “Caminho das Índias”, como Ashima, uma indiana residente no Brasil.
Em abril de 2008, a atriz chegou a ser operada no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, para a retirada de um nódulo no pulmão. Dez anos antes, ela já havia retirado um tumor no útero.
No último dia 5 de outubro, Mara escreveu um desabafo esperançoso em seu blog. “Hoje li uma frase do neguinho da beija-flor que vale para todos nós: a só da gente ter direito a vida, é o suficiente para viver sorrindo. Quero morrer bem velhinha, ver meus netos grandes e trazendo alegria ao meu coração para meus queridos fãs que estiveram o todo o tempo do meu lado”, dizia a atriz.

Rio de Janeiro tem mais uma madrugada de chuva forte

Voltou a chover forte no Rio de Janeiro e na Baixada Fluminense. A madrugada foi dramática. Três pessoas morreram. A prefeitura de Duque de Caxias decretou situação de emergência. Pessoas estão presas em casa por causa da enchente.

Foram seis horas de trégua. Mas no início da madrugada a chuva voltou. Em algumas áreas, a água nem tinha baixado completamente. Ruas estavam desertas porque os moradores, que saíram de casa às pressas, ainda não podiam voltar.

Pelo menos 130 famílias estão desabrigadas nos municípios da Baixada Fluminense. Muitas foram para casas de parentes. Mas a maioria foi para abrigos improvisados como um no salão de uma Igreja. Lá estão 15 famílias. Grande parte dos alojados é de crianças.

Elisângela, de 19 anos, veio com os quatro filhos. Dois, gêmeos, têm apenas sete meses. Ela teve as primeiras horas de descanso depois de um dia inteiro tentando recuperar o que a água não levou. Voltar para casa ainda é uma incerteza: “Só Deus sabe, né? Se não chover, tomara que não chova”.

A dona de casa Viviane da Silva Costa, depois de muitos anos vivendo de aluguel, há um ano e meio tinha comprado a casa que foi alagada: “Cheguei aqui chorando, desesperada. Eu não posso ir para a casa da minha mãe, que também encheu. A da minha irmã também encheu, minha irmã está grávida, encheu também”.

A chuva fez com que quatro grandes rios da região transbordassem. Isolou famílias e produziu cenas dramáticas. Uma senhora que passava mal foi levada até a ambulância em um trator. Moradores chegaram a carregar um bebê numa banheira de plástico. Até a carcaça de uma geladeira foi transformada em bote para uma família escapar da enchente.

Vera, pela segunda vez, perdeu tudo: “Agora tem que batalhar para construir outra casa que a minha já é velha, não aguenta mais”.
(Bom Dia Brasil)

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Fórum Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa de Duque de Caxias

COMUNICADO

O Fórum Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa de Duque de Caxias, composto por Instituições Não – Governamentais do Município, vem por meio deste, apresentar os membros que compõe a Comissão Eleitoral de Organização do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa, com finalidade de escolher os representantes da Sociedade Civil.

1 – Cristiane de Souza Silva - Associação Nacional de Estudos e Entretenimentos de Longevos – ANELO;
2 – Maria Aparecida da Silva Suzano – Instituição Lar dos Velhos de São Bento;
3 – Vanessa Anaisse Santos – Instituição Fundação Jesus de Nazaré.

Informamos que os Representantes das Instituições Eleitas, juntamente com Representantes Governamentais irão compor, de forma paritária, o Conselho Municipal dos Direitos do Idoso de Duque de Caxias.

Os interessados poderão obter maiores informações junto à Associação Nacional de Estudos e Entretenimentos de Longevos – ANELO, localizada na Rua Joaquim Ottoni, 441 – Pq. Senhor do Bonfim - Duque de Caxias.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Apagão atinge vários Estados do Brasil

Um apagão deixou grandes áreas de vários Estados brasileiros sem energia elétrica na noite desta terça-feira.
Por volta das 22h (horário de Brasília), o fornecimento de energia elétrica interrompido em grandes áreas dos Estados de Minas Gerais, Goiás, Rio de Janeiro, São Paulo, Mato Grosso, Espírito Santo e Mato Grosso do Sul.
De acordo com o ONS (Operador Nacional do Sistema), cerca de 800 cidades brasileiras teriam sido atingidas pela falta de energia elétrica.
Segundo o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, houve um desligamento completo da hidrelétrica de Itaipu Binacional o que causou um efeito cascata.
Apesar disso, o presidente da Usina, Jorge Samek, afirmou que o problema não foi na geração de energia, mas na transmissão.
Segundo o assessor de comunicação da hidrelétrica, Gilmar Piola, o problema pode ter ocorrido nas linhas de transmissão de Furnas, que podem ter caído com o vendaval que atingiu o Estado do Paraná.
“As máquinas desligaram automaticamente e nossos técnicos estão investigando o que pode ter acontecido”, disse Piola em entrevista à Rede Globo.
Segundo Piola, enquanto não se souber os motivos da interrupção, não se pode dizer quanto tempo levará para que o fornecimento seja retomado.
De acordo com ele, caso o problema seja de fato nas linhas de transmissão, o problema pode persistir em algumas regiões por alguns dias.

SP, RJ e ES
O diretor da ONS, Eduardo Barata, afirmou que Itaipu estaria trabalhando para a recomposição do fornecimento de energia elétrica em São Paulo e no Rio de Janeiro.
Em São Paulo, a energia já voltou em algumas áreas da cidade
Segundo ele, por volta da 1h da sexta-feira (horário de Brasília) a energia elétrica pode começar a voltar nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo.
Em Brasília, Lobão afirmou que o ONS está trabalhando ativamente para identificar as causas do problema que deixou milhões de pessoas sem energia.
De acordo com o diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Nelson José Hubner Moreira, o grande esforço no momento não seria tentar encontrar a causa do apagão, mas “restabelecer o sistema”.

Milícias já dominam 41,5% das favelas cariocas, aponta estudo da Uerj

Agência Brasil / RIO - O avanço das milícias sobre as favelas do Rio de Janeiro nos últimos três anos é o dado mais importante e alarmante do estudo divulgado hoje (10) pela coordenadora do Núcleo de Pesquisa da Violência da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Nupev-Uerj), a socióloga Alba Zaluar, responsável juntamente com o Laboratório de Estatística Aplicada da universidade pela análise dos dados de várias pesquisas e levantamentos feitos em favelas cariocas nos últimos anos.
"É preciso unir as Forças Armadas, a Polícia Federal e as polícias estaduais e municipais numa política de segurança pública capaz de enfrentar este avanço", disse a socióloga, ao divulgar que as milícias controlavam 10% das áreas de maior violência na cidade em 2005 e alcançaram 36% em 2008.
Na realidade, a escalada das milícias acabou por tornar-se a principal constatação porque elas dominavam 108 favelas há quatro anos e saltaram para 400 no ano passado. Surgidas no vácuo da ausência do Estado nas áreas conflagradas da cidade, as milícias se impuseram expulsando os traficantes e exercendo o controle sobre a comunidade.
"As milícias tomaram conta da venda de gás em bujão, da ''gatonet'' TV a cabo clandestina e foram se expandindo até controlar qualquer transação imobiliária nas favelas que ocupam. É um grande negócio, que pode render até mais do que o tráfico de drogas", enfatizou Alba Zaluar.
Um dos gráficos apresentados ilustra a preocupação da coordenadora do Nupev: em 2005, 53% das áreas de maior violência estavam nas mãos do Comando Vermelho (facção criminosa0; em 2008 esta porcentagem era de 38.8%. No mesmo período, a facção Amigos dos Amigos caiu de 14,5% para 11,5%; e o Terceiro Comando caiu de 13,8% para 12,3%. As favelas tidas como neutras somavam 8,6% em 2005 e em 2008 não passavam de 1%. Já as milícias saltaram de 10% para 36%.
Segundo o levantamento, hoje as milícias dominam 41,5% das favelas, contra 40% que estão nas mãos do Comando Vermelho. Enquanto as milícias se expandiram da Barra da Tijuca e da Baixada de Jacarepaguá para a zona oeste, o Comando Vermelho fixou mais fortes suas raízes na zona norte, nos subúrbios e na zona portuária.
"As guerras que temos visto, como a do Morro dos Macacos Vila Isabel com o Morro São João Engenho Novo são reflexo direto desta guerra por território entre as facções criminosas que estão perdendo espaço para as milícias. É preciso fazer alguma coisa urgentemente", disse ela.
As Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) e novas políticas de segurança pública também foram apontadas por Alba Zaluar como fatores importantes no combate à violência nas áreas estudadas, mas ela ressaltou que é necessário "mudar a maneira como a polícia vê os favelados e como eles veem a polícia. É preciso haver uma relação de confiança".
Do universo de 965 favelas incluídas nas pesquisas desenvolvidas até o ano passado, metade se situa na área próxima à Baía de Guanabara, do aeroporto internacional e da zona portuária. As três são localizações estratégicas para o abastecimento de drogas, armas e munições, daí a socióloga defender ações conjuntas das Forças Armadas e das várias polícias existentes.
A preocupação maior com a morte violenta dos jovens até 30 anos de idade levou Alba Zaluar a uma conclusão que considera da maior relevância: "A possibilidade de morrer entre os 15 e 30 anos está diretamente ligada ao nível de escolaridade da mãe". Com base nisto, ela traçou o perfil das mulheres que precisam de mais atenção do Estado como pobres, faveladas e de baixa escolaridade.

Duque de Caxias derrota o ABC por 2 a 1

O Duque de Caxias ganhou mais uma no Campeonato Brasileiro da Série B. O tricolor venceu o ABC por 2 a 1, nesta terça-feira, no estádio Los Larios, em Xerém (Baixada Fluninense), pela 35.ª rodada. No primeiro tempo, Edivaldo abriu o placar, mas Zé Eduardo ainda empatou. Na etapa final, o zagueiro Pessanha fez o gol da vitória do time do Rio de Janeiro.
Com o resultado, o Duque de Caxias chegou aos 47 pontos, na parte intermediária da tabela de classificação, já livre do risco de rebaixamento. O ABC, no entanto, tem 32pontos e segue na zona da degola - é o lanterna.
O jogo começou com o gramado totalmente molhado devido à forte chuva, mas mesmo assim com condições plenas para a prática do futebol. O Duque de Caxias iniciou com maior ritmo e abriu o placar logo aos 17 minutos. O atacante Edivaldo escorou de cabeça após cruzamento e fez o seu 14.º gol na Série B.
O empate do ABC não demorou muito para acontecer. Aos 25 minutos, Zé Eduardo trocou passes com o atacante Júnior Negão e tocou por cima do goleiro Vinícius.
Na volta do intervalo, o Duque de Caxias encontrou extrema facilidade para chegar ao campo de ataque e fez o segundo gol aos 13 minutos. Após cruzamento de Tony, o zagueiro Pessanha tocou de cabeça e recolocou o time da Baixada em vantagem. Em vantagem no placar, o Duque se segurou e também não sofreu pressão do ABC.
Pela 36.ª rodada, os times voltam a campo na próxima sexta, às 21 horas. O Duque de Caxias joga diante da Portuguesa, no Canindé, em São Paulo. O ABC encara o Brasiliense, no estádio Frasqueirão, em Natal.

Ficha técnica
Duque de Caxias 2 x 1 ABC

Duque de Caxias - Vinícius; Marquinhos, Santiago, Pessanha e Paulo Rodrigues; Mancuso (Leandro Chaves), Leandro Teixeira, Thiaguinho (Juninho) e Clayton; Tony (Roberto Lopes) e Edivaldo. Técnico: Gilson Kleina.

ABC - Tiago Cardoso; Audálio, Leonardo, Rafael Pedro e Bruno Barros; Augusto Recife, Marquinhos Mossoró (Fausto), Sandro e Zé Eduardo (Tucho); Ricardinho e Júnior Negão. Técnico: Didi Duarte.

Gols - Edivaldo, aos 17, e Zé Eduardo, aos 25 minutos do primeiro tempo; Pessanha, aos 13 minutos do segundo tempo.

Cartões amarelos - Juninho e Marquinhos (Duque de Caxias); Rafael Pedro, Zé Eduardo e Fausto (ABC.

Cartão vermelho - Augusto Recife (ABC.
Árbitro - Wagner Reway (MT).
Renda e público - Não disponíveis.
Local - Estádio Los Larios, em Xerém (Rio de Janeiro).

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Deficientes físicos: vida segue sobre 4 rodas

Por / Por Maria Carolina Maia - Na novela Viver a Vida a personagem Luciana, vivida por Alinne Moraes, sofre um grave acidente que a deixará tetraplégica. A trama dará início ao calvário da modelo, que verá sua vida mudar radicalmente - como é lógico imaginar. Tudo indica, porém, que o trauma abrirá também uma nova fase na vida da moça - leia entrevista com a atriz sobre o assunto.
A história deve repetir, dessa forma, o caminho seguido por muitos tetraplégicos e paraplégicos - no total, eles são 24 milhões no país ou 14,5% da população, segundo o censo divulgado pelo IBGE em 2000. Ao choque que decorre da perda total ou parcial dos movimentos de pernas, braços e tronco, segue-se a recuperação e a criação de uma nova rotina. O cotidiano, sem dúvida, demanda adaptações em relação à vida anterior. Mas, aos poucos, essas pessoas voltam a trabalhar, namorar, ter filhos e, enfim, tocar a vida adiante.
Quatro rodas - A adaptação mais evidente é representada pela cadeira de rodas. Com ela, paraplégicos e tetraplégicos podem ir e vir. "Eu sou praticamente um cidadão independente, faço quase tudo sozinho. Consigo me transferir da cadeira de rodas para o banco do carro, consigo dirigir, tomar banho, me vestir e me alimentar", diz o jornalista e escritor Marcelo Rubens Paiva - cujo drama da tetraplegia foi retratado no livro Feliz Ano Velho, best seller na década de 1980. Paiva é também um militante da causa dos deficientes físicos: foi dele a ideia de adaptar a frota de táxis de São Paulo para receber esse público.

As mudanças fazem parte da rotina de pessoas com deficiência. Mas não as impedem de viver. Ao contrário, como conta Sergio Lianza, professor-responsável pela disciplina de reabilitação da Santa Casa de São Paulo. No primeiro ano de lesão medular, diz Lianza, o paciente deve prestar especial atenção ao tratamento fisioterápico, para que não se torne totalmente dependente de outras pessoas. "Tomados os cuidados necessários, a pessoa segue em frente normalmente, com a mesma expectativa de vida de antes", afirma o médico.
Além da fisioterapia, é recomendável manter uma agenda de exercícios. Isso impede que o portador de deficiência física engorde, cultive colesterol e afaste as chances de enfarte.

A vereadora paulistana Mara Gabrilli é exemplar nesse quesito. Sem movimentos nas pernas e mãos desde 1994, ela precisa de ajuda até para coçar o nariz. Mas faz exercícios todos os dias. "Eu trabalho todos os músculos, do pescoço ao pé, e faço eletroestimulação neles uma vez por semana", conta a vereadora, em forma aos 42 anos. "Preciso de ajuda para tudo, mas não deixo de fazer nada. Meu banho é quase uma fisioterapia. Peço para as moças que me ajudam que me lavem com minha mão. E, quando como, é também com minha mão, conduzida por elas. É mais prazeroso assim."

Por dentro e por fora - Pouca gente sabe, mas manter controle sobre o intestino e a bexiga é um dos maiores desafios de quem está em uma cadeira de rodas. "É preciso reeducar os órgãos para condicioná-los a trabalhar em horários determinados", revela Fernando Fernandes, ex-modelo e ex-participante do Big Brother Brasil.

Ele sofreu um acidente de automóvel em julho, em São Paulo. Desde então, não sente as pernas e não sabe se voltará a andar. Mas está animado com a independência conquistada na fase de reabilitação. Ele já pratica esportes e toma banho sozinho.

Sexo, sim - O ritmo pode mudar. Mas o sexo, como a vida, continua para esses deficientes físicos. Para a mulher, as mudanças incluem a descoberta de novas zonas de prazer. "Como as sensações que geram orgasmo não são apenas genitais, ela acaba encontrando outros caminhos", afirma Lianza. Pode haver também alteração no ciclo menstrual no período imediatamente posterior à lesão. Depois, volta tudo ao normal.

Para o homem, a principal novidade é a ereção reflexa. "Quando você quer ter uma relação, não tem controle, é uma bagunça. Mas, com o tempo, você vai conhecendo seu corpo e a sensibilidade vai voltando", diz o tetraplégico Fabiano Puhlmann, de 43 anos, psicólogo e autor do livro A Revolução Sexual sobre Rodas. Puhlmann é casado há 12 anos.

Há casos em que a ereção involuntária é preservada, mas não é tão boa. Aí, pode-se fazer uso de drogas como o Viagra. A ejaculação também pode ser dificultada, mas em geral acontece. E, mesmo que não ocorra, ou que aconteça de maneira retrógrada - quando o sêmen vai para a bexiga, de onde é eliminado com a urina –, não se perde a possibilidade de ser pai. Uma coleta de sêmen, a ser introduzido na parceira, resolve a questão.

Alinne Moraes: o desafio da tetraplégica Luciana
Por Maria Carolina Maia)
Aos 26 anos, a modelo-atriz Alinne Moraes já registra ao menos três papéis difíceis na carreira. Em 2003, deu corpo a uma menina lésbica na novela Mulheres Apaixonadas. Quatro anos depois, viveu a vilã Silvia, de Duas Caras. Agora, em Viver a Vida, novela das 21h da Rede Globo, ela faz Luciana, uma modelo ambiciosa que se torna tetraplégica após um acidente. De todos os papéis, este é o maior desafio, conclui a sorocabana radicada no Rio. Especialmente pelo que exigirá dela fisicamente - Luciana terá movimento parcial dos braços e nenhum das pernas. Para viver a personagem, Alinne vem fazendo laboratório e realizando muita pesquisa. Na entrevista a seguir, ela fala sobre o processo de preparação.

O que você sentiu quando recebeu o convite para viver a Luciana?
Eu soube em abril que viveria a Luciana, e fiquei surpresa com a escolha. Depois, quando tive mais informações da história da personagem e li os primeiros capítulos da novela, percebi que esse seria o meu maior desafio até hoje. E, se o Jayme [Monjardim, diretor] e o Maneco [Manoel Carlos, autor da trama] me deram a Luciana, é porque estão seguros da escolha. Me sinto honrada.

O papel envolve também marketing social. O que você espera dessa personagem?
Acho que a novela poderá não só ajudar as pessoas com deficiência, mas abrir os olhos daqueles que desconhecem esse drama. Vamos contar uma história linda e verdadeira.

Como está sendo a sua preparação?
Para fazer a Luciana, conheci algumas pessoas, como a Flávia Cintra, que é consultora da novela. Eu me aproximei bastante dela, que é jornalista, casada e mãe de duas fofuras de dois anos de idade. Há 18 anos, ela sofreu um acidente que a deixou tetraplégica. Estamos sempre nos falando, e eu estou aprendendo muitas coisas. Uma delas é que a sociedade não os enxerga de verdade. Eu também treinei com uma professora que foi colocada à minha disposição e fiz um laboratório à minha maneira.

O que pesa mais na composição da Luciana, o lado físico ou emocional?
A minha preocupação é mais com a questão do corpo e dos movimentos, e não com o emocional. Conheci pessoas com diferentes níveis de deficiência e com histórias distintas, e acompanhei suas ações: vi como trocam de roupa, cozinham, cuidam dos filhos, tomam banho, escovam os dentes.

Você pretende se basear mais nos movimentos de alguma pessoa específica, como a Flávia Cintra?
Não. Acompanhando essas diversas pessoas, eu percebi que, apesar de todas terem em comum a deficiência, elas são bem diferentes, agem de forma distinta. Isso me possibilita uma liberdade de atuação.

O acidente afastará Luciana das passarelas?
Eu tenho pouca informação ainda sobre a nova situação da Luciana, porque não recebi os capítulos futuros. Estou aberta às surpresas que chegarão do Manoel Carlos.