O Dia Nacional do Choro é comemorado em 23 de abril, em homenagem à data de nascimento de Pixinguinha (associado representado pela Abramus), uma das figuras exponenciais da música popular brasileira, e em especial do choro.
O choro entra na cena musical brasileira em meados e finais do século 19, e nesse período se destacam Callado, Anacleto de Medeiros, Chiquinha Gonzaga e Ernesto Nazareth. Inicialmente, o gênero mesclava elementos da música africana e europeia e era executado principalmente por funcionários públicos, instrumentistas das bandas militares e operários têxteis. O termo choro resultaria dos sons plangentes, graves (baixaria) das modulações que os violonistas exercitavam a partir das passagens de polcas que lhes transmitiam os cavaquinistas, que induziam a uma sensação de melancolia.
Popularmente chamado de chorinho, é um gênero musical, uma música popular e instrumental brasileira, com mais de 130 anos de existência. O século 20 traria uma grande leva de chorões, compositores, instrumentistas, arranjadores, e entre eles, com destaque, Pixinguinha!
A feijoada é um prato tradicional brasileiro, conhecido por seu sabor rico e reconfortante. Aqui está uma receita detalhada para preparar a melhor feijoada do mundo, que certamente irá encantar seus convidados.
Ingredientes
Para a Feijoada:
500g de feijão preto
200g de carne-seca
200g de costelinha de porco
200g de lombo de porco
150g de linguiça calabresa
150g de paio
100g de bacon
1 cebola grande picada
4 dentes de alho picados
2 folhas de louro
Sal e pimenta-do-reino a gosto
Água suficiente para cozinhar
Para o Acompanhamento:
Arroz branco
Couve refogada com alho
Laranja cortada em rodelas
Farofa
Modo de Preparo
Preparo das Carnes:
Dessalgue a carne-seca em água fria por 24 horas, trocando a água várias vezes.
Em uma panela grande, ferva a carne-seca, a costelinha de porco e o lombo de porco por 10 minutos. Escorra e reserve.
Cozimento do Feijão:
Em uma panela grande, coloque o feijão preto e cubra com água. Cozinhe por aproximadamente 1 hora ou até que esteja macio. Reserve.
Preparo da Feijoada:
Em uma panela grande, frite o bacon até que esteja dourado. Adicione a cebola e o alho e refogue até ficarem macios.
Acrescente as carnes dessalgadas, a linguiça calabresa, o paio e o louro. Refogue por alguns minutos para dourar as carnes.
Adicione o feijão cozido e a água do cozimento, misturando bem.
Cozinhe em fogo baixo por cerca de 1 hora, mexendo ocasionalmente, até que as carnes estejam bem macias e os sabores estejam bem incorporados.
Ajuste o sal e a pimenta-do-reino a gosto.
Preparando os Acompanhamentos:
Cozinhe o arroz branco de acordo com as instruções da embalagem.
Refogue a couve com alho e um pouco de azeite até que esteja macia e vibrante.
Prepare a farofa dourando farinha de mandioca em manteiga com alho e cebola até que fique crocante.
Servir:
Sirva a feijoada acompanhada do arroz branco, da couve refogada, das rodelas de laranja e da farofa.
Dicas para uma Feijoada Perfeita
Tempo e Paciência: Cozinhe a feijoada em fogo baixo e com paciência, para que os sabores se desenvolvam plenamente.
Variedade de Carnes: Use uma variedade de carnes para enriquecer o sabor.
Acompanhamentos Frescos: A laranja e a couve são essenciais para balancear a refeição.
Desfrute desta feijoada deliciosa com amigos e família, aproveitando um dos pratos mais icônicos e saborosos da culinária brasileira. Bom apetite!
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2.Comece fatiando as Linguiças Perdigão em rodelas. Reserve.
3.Em uma panela de pressão frite o Bacon em cubos Perdigão no fogo médio e adicione as Linguiças. Refogue tudo até dourar. Adicione a folha de louro, os dentes de alho e o feijão preto. Cubra com água e feche a tampa. Deixe cozinhar por 40 min.
4.Refogue o arroz em um pouco de azeite, tempere com sal a gosto e adicione a água. Cozinhe até ficar macio. Corte as laranjas e esprema para fazer o suco. Cozinhe em fogo baixo com ágar-ágar até dissolver bem. Despeje no molde de silicone e leve à geladeira.
5.Bata no miniprocessador o arroz cozido com o amido de milho e a água até formar uma massa lisa. Espalhe essa massa em um tapete de silicone sobre uma assadeira e leve ao forno a 100°c até secar.
6.Pique a cebola em cubos pequenos. Em uma frigideira, frite as fatias de bacon até que estejam bem crocantes. Reserve. Na mesma frigideira, refogue a cebola até dourar, adicione a farinha de mandioca e refogue um pouco. Bata a farinha tostada e o bacon no miniprocessador. Reserve.
7.Coloque o óleo para esquentar, enrole as folhas de couve e fatie bem fino, frite rapidamente e deixe escorrer em papel toalha. Retire a feijoada da pressão.
Montagem:
1.Posicione um aro no centro do prato, despeje uma concha de feijoada dentro do aro, coloque a farofa em volta, retire o aro e coloque um ninho de crispy de couve em cima do feijão. Quebre dois pedaços do crocante de arroz e encaixe sobre a farofa. Posicione as fatias de gelatina.
“Nada contra ti / Não me leve a mal / Quem descobriu o Brasil / Não foi Cabral / Pedro Álvares Cabral / Chegou 22 de abril / Depois colonizou”*
Essa é a letra de um funk composto pela cantora MC Carol no ano de 2015. Como se percebe, a letra contesta a ideia de “descobrimento” e de que Pedro Álvares Cabral foi o primeiro a chegar ao Brasil. De acordo com o professor José Nazareth Neto Alvernaz, “A letra é interessante porque alguns livros ainda insistem em reproduzir a chegada de Cabral e não problematizam a chegada dos colonizadores. [...] Quando eles chegaram aqui havia de 4 a 6 milhões de indígenas. É uma visão eurocêntrica. Estamos acostumados a trabalhar a visão dos vencedores.”
Mas, afinal, quem foi Pedro Álvares Cabral?
É muito difícil abordar sobre o navegador, pois não há praticamente nenhum documento, incluindo imagens, sobre o navegador português. Ele foi um personagem central na história da expansão marítima em Portugal nos séculos XV e XVI. Sabe-se que o explorador nasceu no ano de 1467, em Belmonte, Portugal e faleceu em 1520 na cidade de Santarém, também em Portugal. Para a história oficial, que está sendo revista como foi mostrado anteriormente, foi o primeiro europeu a chegar até onde hoje é a cidade de Porto Seguro, na Bahia. Vindo de uma família de nobres, recebeu vasta educação e com apenas 17 anos, começou a servir na Corte portuguesa.
No início do ano de 1500, o então rei de Portugal, D. Manuel, organizou a maior e mais aparelhada esquadra para fazer uma expedição até as Índias, a fim de estabelecer de fato o domínio comercial no Oriente. E no dia 9 de março, partiu do Rio Tejo, em Lisboa, uma frota com 13 embarcações, dez naus e três caravelas, cujo comandante era justamente Cabral que já tinha experiência nessa época. Junto com Bartolomeu Dias, outro navegador experiente, a tripulação era composta por aproximadamente 1500 homens entre geógrafos, cartógrafos, padres, soldados, intérpretes, comerciantes. Na altura das Ilhas de Cabo Verde, a frota seguiu para oeste, afastando-se da costa africana. Depois de mais de 40 dias de viagem, datado em 21 de abril, se observou sinais de que a terra estava próxima. E no dia seguinte, avistaram o monte que deram o nome de Monte Pascoal, pois estavam na semana da Páscoa. Ancoraram, permaneceram alguns dias, rezaram a primeira missa e seguiram viagem rumo às Índias.
Apesar da importância dele nas Histórias do Brasil e de Portugal, no país europeu ele é pouco lembrado e, muitas vezes, desconhecido, principalmente por jovens. De acordo com pesquisadores, o nome do descobridor fica esquecido diante de outros exploradores como Vasco da Gama. Isso se deve ao fato de não ter tido uma vida tão controversa quanto outros exploradores. “Se Cabral tivesse sido um guerreiro, se tivesse comandado uma armada portuguesa no norte da África ou se tivesse se envolvido em alguma das tantas lutas na corte portuguesa de sua época, ele despertaria um interesse muito maior", afirma o historiador Paulo Jorge de Sousa Pinto. A maior “polêmica” é a discussão pelos historiadores se a chegada ao Brasil foi intencional ou não, abordada no início deste texto e, sendo intencional diminui a importância de Cabral.
Vinte anos após chegar ao Brasil, Cabral faleceu e foi sepultado em Santarém.
Desde o final do séc. XVII, as tensões entre o Brasil colônia e a metrópole Portugal se multiplicaram, pelos interesses cada vez mais conflitantes entre si. Essa crise de interesses, aliada ao desequilíbrio político europeu (as Guerras Napoleônicas, que propiciaram a vinda da família real portuguesa ao Brasil) gerou diversos movimentos que pregavam a separação brasileira da metrópole.
Causas da Conjuração Mineira
Um desses movimentos foi a Inconfidência Mineira, que estourou em 1789.
Já na metade do séc. XVIII, com a dificuldade enfrentada por capitania das Minas Gerais para pagar os tributos (devido à decadência da produção de minérios), o governo português reagiu violentamente, obrigando parte da população a entregar seus bens como pagamento das dívidas – uma medida nem um pouco popular.
Com os ânimos exaltados, e descontentes com a metrópole, que ainda cobrava altos impostos por mercadorias importadas (além da proibição de nativos adquirirem altos cargos administrativos, reservados aos portugueses, entre uma série de imposições que dificultavam o desenvolvimento da sociedade e economia colonial), um grupo de revolucionários (alguns inclusive recém-chegados da Europa) começou a se reunir em Vila Rica, planejando uma conspiração (Revolta de Felipe dos Santos).
Dentre os mais ativos, temos Tomás Antônio Gonzaga, o padre José de Oliveira Rolim, os coronéis Domingos de Abreu e Joaquim Silvério dos Reis, e o alferes Joaquim José da Silva Xavier, mais conhecido como Tiradentes – o único de uma classe social inferior, e que fazia toda a divulgação da conspiração com o povo.
Os rebeldes reivindicavam um governo republicano, com base nos fundamentos da Constituição dos Estados Unidos, a transformação de São João del Rei em capital do país, obrigatoriedade do serviço militar e apoio à industrialização – se abstendo de discutir acerca da escravidão.
Consequências da Inconfidência Mineira
A rebelião, marcada para o início de 1789, começaria com o sequestro do novo governador da região, o visconde de Barbacena, porém, delatados por alguns de seus participantes, não ocorreu, tendo sido quase todos os seus planejadores presos, e desterrados para as colônias portuguesas na África – apenas Tiradentes assumiu a responsabilidade sobre a revolução, sendo condenado à forca, e após sua morte, foi esquartejado, com seus membros espalhados por todas as cidades em que buscara apoio, mas sua cabeça permaneceu exposta em Vila Rica, a fim de intimidar novos conspiradores e evitar novas rebeliões.
Foi só no período republicano, quando se enfatizou uma posição contrária ao regime imperial, e exaltaram-se as lideranças da inconfidência, que Tiradentes foi transformado em herói e mártir da República.
Fontes:
VICENTINO, Cláudio & DORIGO, Gianpaolo História para o Ensino Médio. São Paulo: Scipione, 2004
ARRUDA, José Jobson de A. História moderna e contemporânea. São Paulo: Atlas, 1982
EBPE Enciclopédia Brasileira de Pesquisa Estudantil. São Paulo: Edros, [s.d]
Hoje é dia 21 de Abril e eu gostaria de escrever alguma coisa sobre um certo Joaquim, não necessariamente o Tiradentes, mas, um certo Joaquim que simbolizasse todos os Joaquins, Josés, Silvas e Xavieres (seria assim mesmo, Xavieres? Se não for, por favor, me corrijam). Eu gostaria de escrever sobre um certo Joaquim que não se prendesse às opiniões da multidão. Um Joaquim que viva a sua vida de acordo com as luzes que lhe chegam do alto porque a multidão julga o lado exterior, o íntimo só Deus conhece. Eu gostaria de escrever sobre um certo Joaquim que tivesse uma personalidade própria sabedor que de nada valerá o conhecimento de todas as ciências do mundo, de tudo que está fora de nós, se não conhecermos a nós mesmos. Um certo Joaquim cuja a vida seja cercada de amor e que não tenha prevenção contra seus semelhantes. Eu gostaria de escrever sobre um certo Joaquim que fosse capaz de vencer as barreiras da separação, de aproximar criaturas, de solidificar amizades. Eu gostaria de escrever sobre um certo Joaquim desperto para as verdades superiores que não se ilude com as conquistas fáceis, com os prazeres transitórios, com as sensações efêmeras. Um certo Joaquim que busque intensamente as coisas sólidas e duradouras, espalhando alegria e otimismo, bondade e amor, que são as bases firmes e eternas da felicidade que jamais termina. Joaquim! Joaquim! Joaquim! Que coisa, onde andará esse Joaquim?