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terça-feira, 27 de outubro de 2009

Bondinho do Pão de Açúcar comemora 97 anos a todo vapor e nas alturas

Esta terça-feira é dia de festa em um dos cartões postais do Rio. O bondinho do Pão de Açúcar está completando 97 anos. Quase um centenário, ele é um dos principais pontos turísticos da cidade e do país. Há dois anos, o Morro do Pão de Açúcar, uma das estações do bondinho, foi eleito uma das sete maravilhas do Rio e é um monumento natural tombado pelo governo federal desde 1973.
Trinta e sete milhões de pessoas já passaram pela estação do bondinho. Entre os passageiros muitas pessoas famosas, inclusive o ex-presidente John Kennedy e o cientista Albert Einstein.
O historiador Milton Teixeira conta que, quando a atração foi inaugurada, a imprensa apelidou o bondinho de camarote, no evento 500 corajosos fizeram fila e pagaram 2,5 mil réis. As pessoas tinham medo, mas saiam admiradas.
Teixeira conta que há registrado em um livro do relato de uma jovem: “Vim com a ideia de me suicidar, mas ao chegar, fiquei tão encantada que desisti”. O bondinho foi o terceiro teleférico a funcionar no mundo.
“Para a época, é como se o Brasil lançasse um ônibus espacial”, compara Milton Teixeira.
A festa é de 9h às 17h30 e quem visitar a atração vai ganhar um pedaço de bolo em formato de bondinho.
HISTÓRIA
Augusto Ferreira Ramos, engenheiro brasileiro, nascido em 22 de agosto de 1860, participava como Coordenador Geral da Exposição Nacional de 1908, realizada na Praia Vermelha, em comemoração ao centenário da abertura dos portos brasileiros às nações amigas, quando teve a idéia da construção de um caminho aéreo para o alto do Pão de Açúcar. Com o industrial Manuel Antonio Galvão e o Comendador Fridolino Cardoso conseguiu do Prefeito do Distrito Federal Serzedelo Corrêa autorização para a construção e operação do sistema teleférico, que compreenderia três linhas: uma ligando a Praia Vermelha ao alto do Morro da Urca; outra ligando os altos do Morro da Urca e Pão de Açúcar e a terceira ligando o alto do Morro da Urca ao alto do Morro da Babilônia.

No dia 30 de julho de 1909 foi concedida a autorização, com duração de 30 anos, para construção da gigantesca obra, outorgada pelo Decreto Municipal no. 1260, de 29 de maio de 1909. Com um capital inicial de 360 contos de réis, Augusto Ferreira Ramos e um grupo de amigos ilustres, fundaram a Companhia Caminho Aéreo Pão de Açúcar e iniciaram em 1910 a construção do primeiro teleférico brasileiro.

Em 1912, a inauguração de um caminho aéreo no Rio de Janeiro incluía no mapa turístico do Brasil empreendimento que se tornaria mundialmente famoso — o BONDINHO DO PÃO DE AÇÚCAR. Hoje, a visão dos bondinhos, no seu constante vaivém, está incorporada à paisagem carioca. Construído, operado e mantido pela Companhia Caminho Aéreo Pão de Açúcar, o complexo turístico Pão de Açúcar foi criado para o divertimento de milhares de pessoas num local privilegiado pela beleza panorâmica.

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