O cinema perdeu mais um de seus maiores diretores. Morreu em Roma, aos 94 anos, o italiano Michelangelo Antonioni.
Nada se parece com o cinema de Michelangelo Antonioni. Assim os críticos sempre o diferenciaram como um autor de estilo único. Nos seus filmes, os olhares, os longos silêncios, em planos que se movem lentamente contaram, mais do que as palavras, a incomunicabilidade do ser humano.
Em obras-primas como "A Aventura", de 1960, com Monica Vitti, a atriz da sua vida, Antonioni tratou da alienação da burguesia italiana.
Saiu dos limites da pátria ao rodar "Blow up, depois daquele beijo", em 66, em Londres. Um filme que gerou teses e análises de grandes pensadores. Ganhou a Palma de Ouro em Cannes e duas indicações ao Oscar. Só em 95, pelo conjunto da sua obra, Antonioni receberia o prêmio da Academia de Hollywood.
Em “Profissão Repórter”, de 75, com Jack Nicholson e Maria Schneider, contou a história de um repórter que trocou de identidade para tentar recuperar a razão de viver.
Antonioni nasceu em 1912, em Ferrara, no norte da Itália, de uma família da classe média. Estudou economia mas tornou-se crítico de cinema. Colaborou com Rossellini e Fellini. Em 85, o silêncio recaiu sobre ele. Um derrame cerebral o paralisou mas não o impediu de trabalhar. Dez anos depois, Antonioni voltou ao longa metragem. Com o alemão Wim Wenders fez o filme “Além das nuvens”.
A morte de Antonioni provocou comoção na Itália. O presidente da República, Giorgio Napolitano, disse que o diretor produziu grandes reflexões sobre o drama da solidão. Mesmo os que consideram a obra de Antonioni intelectual demais, reconhecem o patrimônio de inteligência e de humanidade que o cineasta deixou.
Nada se parece com o cinema de Michelangelo Antonioni. Assim os críticos sempre o diferenciaram como um autor de estilo único. Nos seus filmes, os olhares, os longos silêncios, em planos que se movem lentamente contaram, mais do que as palavras, a incomunicabilidade do ser humano.
Em obras-primas como "A Aventura", de 1960, com Monica Vitti, a atriz da sua vida, Antonioni tratou da alienação da burguesia italiana.
Saiu dos limites da pátria ao rodar "Blow up, depois daquele beijo", em 66, em Londres. Um filme que gerou teses e análises de grandes pensadores. Ganhou a Palma de Ouro em Cannes e duas indicações ao Oscar. Só em 95, pelo conjunto da sua obra, Antonioni receberia o prêmio da Academia de Hollywood.
Em “Profissão Repórter”, de 75, com Jack Nicholson e Maria Schneider, contou a história de um repórter que trocou de identidade para tentar recuperar a razão de viver.
Antonioni nasceu em 1912, em Ferrara, no norte da Itália, de uma família da classe média. Estudou economia mas tornou-se crítico de cinema. Colaborou com Rossellini e Fellini. Em 85, o silêncio recaiu sobre ele. Um derrame cerebral o paralisou mas não o impediu de trabalhar. Dez anos depois, Antonioni voltou ao longa metragem. Com o alemão Wim Wenders fez o filme “Além das nuvens”.
A morte de Antonioni provocou comoção na Itália. O presidente da República, Giorgio Napolitano, disse que o diretor produziu grandes reflexões sobre o drama da solidão. Mesmo os que consideram a obra de Antonioni intelectual demais, reconhecem o patrimônio de inteligência e de humanidade que o cineasta deixou.
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