Campinarte Notícias e Músicas

Arquivo do blog

ESTE BLOG É INDEPENDENTE - NÃO RECEBE (E NEM QUER) SUBVENÇÃO DE QUALQUER PREFEITURA, GOVERNO DE ESTADO E MUITO MENOS DO GOVERNO FEDERAL - NÃO SOMOS UMA ONG OU FUNDAÇÃO, ASSOCIAÇÃO OU CENTRO CULTURAL E TAMBÉM NÃO SOMOS FINANCIADOS POR NENHUM PARTIDO POLÍTICO OU DENOMINAÇÃO RELIGIOSA - NÃO SOMOS FINANCIADOS PELO TRÁFICO DE DROGAS E/OU MILICIANOS - O OBSERVATÓRIO COMUNITÁRIO É UMA EXTENSÃO DO CAMPINARTE DICAS E FATOS - INFORMAÇÃO E ANÁLISE DAS REALIDADES E ASPIRAÇÕES COMUNITÁRIAS - GRATO PELA ATENÇÃO / HUAYRÃN RIBEIRO

Vídeos

Notícias principais - Google Notícias

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Paulistanas não tiravam rebuço nem por decreto

Martim Lopes, governador de São Paulo no século 18, não se conformava com a falta de respeito ao alvará real de 20 de agosto de 1649. Apesar da proibição, as mulheres continuavam se rebuçando. Melhor explicar: usando longos panos cobrindo a cabeça, à maneira da Idade Média. O traje “detestável e inculto”, dizia Lopes, dava liberdade para que “entrassem até de dia na casa de homens”. Também podia ser disfarce para criminosos, desconfiava o governador, que estipulou penas para quem não tivesse o rosto descoberto.De nada adiantou. Acredita-se que as mulheres sem acesso a cosméticos quisessem esconder cicatrizes da varíola. E ainda que brancas pobres usassem o figurino-esconderijo por vergonha de realizar tarefas associadas a escravos. Em 30 de agosto de 1810 veio a terceira e derradeira proibição, agora por parte do príncipe regente, dom João VI. E finalmente, depois de séculos, o costume caiu em desuso. (Natália Pesciotta)

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.