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segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Crise e trabalho tiram meninos e meninas das salas de aula

Em artigo, o professor de economia da Faculdade de Economia da Universidade de São Paulo (FEA-USP) e diretor de pesquisas do Instituto Futuro Brasil, Naércio Menezes Filho, traça uma correlação entre mercado de trabalho e tempo de estudo. O número de matrículas no ensino médio estacionou há quatro anos em pouco mais de oito milhões. Segundo Naércio ainda seria possível o crescimento das matrículas, pois apenas 50% dos alunos com a faixa etária para cursar este ciclo estuda. O impacto do crescimento econômico sobre as matrículas e as decisões de trabalho das crianças e jovens têm sido objeto de muitos estudos e pesquisas. Em primeiro lugar, como a recessão diminui as oportunidades de trabalho com bons salários, o custo de permanecer na escola diminui e os jovens tendem a trabalhar menos, diminuindo o tempo de escolarização. No Brasil de hoje em dia, 62% dos adolescentes de 15 a 17 anos estudam o dia inteiro, 20% conciliam trabalho e estudo, 8% só trabalham e 10% não trabalham nem estudam. Um declínio da renda familiar per capita causado por uma crise, por exemplo, tende a diminuir a freqüência escolar e aumentar o trabalho entre os jovens. Uma queda de 20% na renda familiar diminui a freqüência escolar em dois pontos percentuais, tanto para meninos quanto para meninas. Por outro lado, quando o salário médio esperado do jovem no mercado de trabalho diminui, a freqüência escolar aumenta e o trabalho diminui, pela ação do efeito substituição.
[Valor Econômico, Naércio Menezes Filho – 28/11/2008]

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