Rodrigo Ferrari / Esqueça aquela imagem que as pessoas costumavam ter dos adolescentes: de que eles passavam seus dias sem ter nada de importante para se preocupar, dividindo seu tempo entre escola, amigos e um bocado de coisas fúteis para matar as horas. Nos últimos anos, a depressão - distúrbio que costuma ser associado aos adultos atarefados, ansiosos e estressados - tem avançado entre os indivíduos mais jovens.
Estudo realizado por pesquisadores da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp), do Instituto Fernandes Figueira (IFF) e do Instituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas (Ipec), três unidades da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) do Rio de Janeiro, constatou que 10% dos adolescentes apresentam sintomas de depressão.
A pesquisa avaliou 1.923 alunos, com idades entre 11 e 19 anos, que cursavam da 7.ª série do ensino fundamental ao 2.º ano do médio em 38 escolas públicas e particulares do município de São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.
A incidência do problema seria mais comum entre as meninas (13% delas apresentariam sintomas do transtorno, contra apenas 6,3% dos garotos), entre adolescentes que sofrem de baixa auto-estima (6,4 vezes mais chances) e entre aqueles que se dizem insatisfeitos com a vida (3,2 vezes mais possibilidades).
Adolescentes que sofreram violência física severa por parte da mãe (como chutes, mordidas, espancamentos) mostraram ter 6,5% mais chances de apresentar os sintomas da doença. Além disso, filhos de pais separados teriam 73% mais possibilidades de desenvolver o problema.
O avanço do transtorno entre os mais jovens é um fenômeno que não se restringe ao universo estudado pelos pesquisadores da Fiocruz. Profissionais que atuam há vários anos na Divisão de Saúde Mental da Prefeitura de Bauru - como a gerente do Centro de Apoio Psicossocial Infantil (Caps-i, voltado ao atendimento de indivíduos com idades entre 3 e 20 anos), Ivete Maria Pícaro, e a psicóloga da unidade Valéria Gimenes - garantem que tem aumentado na cidade (e de maneira preocupante) o número de casos de depressão entre crianças e adolescentes. “Nossa demanda vem crescendo a cada ano que passa. Hoje, é mais comum vermos crianças com sofrimento, ansiedade, estresse do que antigamente”, garante Valéria. Todos os meses, em média, o Caps-i atende a 70 pacientes, em média, com idades entre 13 e 20 anos, a maior parte deles portadores de distúrbios mentais graves como depressão com sintomas psicóticos ou transtorno bipolar.
Estudo realizado por pesquisadores da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp), do Instituto Fernandes Figueira (IFF) e do Instituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas (Ipec), três unidades da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) do Rio de Janeiro, constatou que 10% dos adolescentes apresentam sintomas de depressão.
A pesquisa avaliou 1.923 alunos, com idades entre 11 e 19 anos, que cursavam da 7.ª série do ensino fundamental ao 2.º ano do médio em 38 escolas públicas e particulares do município de São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.
A incidência do problema seria mais comum entre as meninas (13% delas apresentariam sintomas do transtorno, contra apenas 6,3% dos garotos), entre adolescentes que sofrem de baixa auto-estima (6,4 vezes mais chances) e entre aqueles que se dizem insatisfeitos com a vida (3,2 vezes mais possibilidades).
Adolescentes que sofreram violência física severa por parte da mãe (como chutes, mordidas, espancamentos) mostraram ter 6,5% mais chances de apresentar os sintomas da doença. Além disso, filhos de pais separados teriam 73% mais possibilidades de desenvolver o problema.
O avanço do transtorno entre os mais jovens é um fenômeno que não se restringe ao universo estudado pelos pesquisadores da Fiocruz. Profissionais que atuam há vários anos na Divisão de Saúde Mental da Prefeitura de Bauru - como a gerente do Centro de Apoio Psicossocial Infantil (Caps-i, voltado ao atendimento de indivíduos com idades entre 3 e 20 anos), Ivete Maria Pícaro, e a psicóloga da unidade Valéria Gimenes - garantem que tem aumentado na cidade (e de maneira preocupante) o número de casos de depressão entre crianças e adolescentes. “Nossa demanda vem crescendo a cada ano que passa. Hoje, é mais comum vermos crianças com sofrimento, ansiedade, estresse do que antigamente”, garante Valéria. Todos os meses, em média, o Caps-i atende a 70 pacientes, em média, com idades entre 13 e 20 anos, a maior parte deles portadores de distúrbios mentais graves como depressão com sintomas psicóticos ou transtorno bipolar.
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