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sexta-feira, 1 de maio de 2015

Escritor que viveu 30 anos preso não consegue emprego fixo | Agência Brasil

Vitor Abdala - Repórter da Agência Brasil Edição: Lílian Beraldo
Autor de cinco livros, um deles com mais de 15 mil exemplares vendidos, Luiz Alberto Mendes, 63 anos, passou metade da vida na prisão. E, apesar de já ter saído da cadeia há 11 anos e de contribuir com textos para uma revista de grande circulação, ele conta que nunca conseguiu um emprego com carteira assinada.
Escritor Luiz Alberto Mendes
“Como autor, eu ganho muito pouco. Não dá para manter a estrutura. Então eu já cheguei até a fazer trabalho de conclusão de curso para alunos de faculdade, para poder sobreviver. Ninguém se propõe a me dar um trabalho, principalmente pelo fato de eu ser egresso e também por já ter 63 anos. Mas eu já estou há 11 anos aqui fora. E nesses 11 anos, não encontrei uma pessoa que quisesse me dar um emprego fixo, de carteira assinada. Eu não pago INSS, se eu ficar doente e não puder produzir, já era”, conta.
Apesar disso, Mendes, que deve lançar seu sexto livro neste ano, uma continuação de sua obra mais bem-sucedida Memórias de um Sobrevivente, se considera “mais ou menos encaminhado”, já que consegue manter uma casa para a família. A realidade para a maioria dos egressos do sistema penitenciário é muito mais cruel.
Empresas não dão muitas oportunidades. E vagas em trabalhos domésticos também são muito difíceis. “Quem é que admite na sua casa, uma pessoa que não conheça? Então, essas meninas que saem do presídio, saem numa situação terrível. As grandes empresas não pegam, os lares onde elas poderiam trabalhar também não. O que elas fazem?”.
Mendes diz que muitos moradores de rua que vivem “nas calçadas, comendo restos de restaurantes” são egressos do sistema penitenciário. “Eles não encontram trabalho e aí, o que vão fazer? Socialmente, ninguém se importa com isso, mas é uma tragédia social. Só no estado de São Paulo, de cada quatro pessoas que saem da prisão, apenas uma fica na rua. O índice de reincidência é de 75%. No fim, quem é que vai segurar essa onda? É a população, porque é contra a população que eles vão cometer os crimes”, destaca.
"O perfil do presidiário é o mesmo da pessoa pobre que vive em favela, em situação precária. Apenas as opções são diferentes. As pessoas aqui fora acham que o governo vai abrigar, arrumar trabalho, dar uma estrutura. Vai nada. Não há nada mais elucidativo sobre a necessidade de dar oportunidade a essas pessoas do que se você não der emprego, ela não terá outra opção do que voltar ao crime.”

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