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O SHOW DO COMÉRCIO DO CAMPINARTE

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Religião — como começou? (Parte 7) Cristianismo — era Jesus o caminho a Deus?

Até aqui, à exceção do capítulo sobre o judaísmo, consideramos as principais religiões que se fundam em larga escala na mitologia. Examinaremos agora mais uma religião que afirma levar a humanidade para mais perto de Deus — o cristianismo. Qual é a base do cristianismo — mitos ou fatos históricos?
A HISTÓRIA da cristandade, com suas guerras, inquisições, cruzadas e hipocrisia religiosa, não ajudou a causa do cristianismo. Muçulmanos devotos e outros apontam para a corrupção moral e a decadência do mundo ocidental “cristão” como base para rejeitar o cristianismo. De fato, as chamadas nações cristãs perderam o leme moral e naufragaram nos rochedos da falta de fé, da ganância e da luxúria.
Que os padrões do cristianismo original eram diferentes dos atuais costumes permissivos é atestado pela professora Elaine Pagels, em seu livro Adão, Eva e a Serpente (em inglês), em que ela diz: “Muitos cristãos dos primeiros quatro séculos orgulhavam-se de seu refreamento sexual; eles evitavam a poligamia e não raro também o divórcio, que a tradição judaica permitia; e repudiavam as práticas sexuais extramaritais comumente aceitas entre seus contemporâneos pagãos, que incluíam a prostituição e o homossexualismo.”
Assim, é próprio perguntar: É a história da cristandade e seu atual estado moral um reflexo fiel dos ensinos de Jesus Cristo? Que tipo de homem era Jesus? Ajudou ele a levar a humanidade mais para perto de Deus? Era ele o prometido Messias das profecias hebraicas? Estas são algumas das perguntas que abordaremos neste capítulo.
Jesus — Quais Eram as Suas Credenciais?
Em capítulos anteriores, vimos o papel destacado que a mitologia tem desempenhado em praticamente todas as principais religiões do mundo. Todavia, quando consideramos as origens do judaísmo, no capítulo anterior, não começamos com um mito, mas sim com a realidade histórica de Abraão, seus antepassados e seus descendentes. Com o cristianismo e seu fundador, Jesus, também começamos, não com mitologia, mas sim com um personagem histórico.
O primeiro versículo das Escrituras Gregas Cristãs, comumente conhecidas como Novo Testamento declara: “O livro da história de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão.” (Mateus 1:1) Trata-se duma afirmação infundada de Mateus, um ex-cobrador de impostos judeu, discípulo imediato e biógrafo de Jesus? Não. Os 15 versículos seguintes apresentam a linha de descendentes de Abraão até Jacó, que “tornou-se pai de José, marido de Maria, da qual nasceu Jesus, que é chamado Cristo”. Por conseguinte, Jesus realmente era descendente de Abraão, Judá e Davi, e, como tal, tinha três das credenciais do predito “descendente” [“semente”] de Gênesis 3:15 e de Abraão. — Gênesis 22:18; 49:10; 1 Crônicas 17:11.
Outra credencial para a Semente messiânica seria seu lugar de nascimento. Onde nasceu Jesus? Mateus nos diz que Jesus “[nasceu] em Belém da Judéia, nos dias de Herodes, o rei”. (Mateus 2:1) O relato do médico Lucas confirma isso, dizendo-nos sobre o futuro pai adotivo de Jesus: “José . . . subiu também da Galiléia, da cidade de Nazaré, e foi à Judéia, à cidade de Davi, que se chama Belém, por ser membro da casa e família de Davi, a fim de ser registrado com Maria, que lhe fora dada em casamento, conforme prometido, nesta ocasião já em estado avançado de gravidez.” — Lucas 2:4, 5.
Por que era importante que Jesus nascesse em Belém, e não em Nazaré, ou em outra cidade qualquer? Por causa duma profecia proferida no oitavo século AEC pelo profeta hebreu Miquéias: “E tu, Belém Efrata, pequena demais para chegar a estar entre os milhares de Judá, de ti me sairá aquele que há de tornar-se governante em Israel, cuja origem é desde os tempos primitivos, desde os dias do tempo indefinido.” (Miquéias 5:2) Assim, seu lugar de nascimento dá a Jesus mais uma credencial para ser a prometida Semente e o Messias. — João 7:42.
De fato, Jesus cumpriu muitas outras profecias das Escrituras Hebraicas, provando assim que tinha todas as credenciais para ser o prometido Messias. Poderá verificar algumas destas na Bíblia. Mas, examinemos agora brevemente a mensagem de Jesus e seu ministério.
A Vida de Jesus Aponta o Caminho
O relato bíblico nos diz que Jesus foi criado como jovem judeu normal de seus dias, freqüentando a sinagoga local e o templo em Jerusalém. (Lucas 2:41-52) Ao atingir 30 anos, iniciou seu ministério público. Primeiro se dirigiu a seu primo, João, que estava batizando judeus em símbolo de arrependimento, no rio Jordão. Diz o relato de Lucas: “Então, quando todo o povo fora batizado, Jesus também foi batizado, e, enquanto orava, abriu-se o céu e desceu sobre ele o espírito santo, em forma corpórea, semelhante a uma pomba, e uma voz saiu do céu: ‘Tu és meu Filho, o amado; eu te tenho aprovado.’” — Lucas 3:21-23; João 1:32-34.
No devido tempo, Jesus assumiu seu ministério como o ungido Filho de Deus. Percorreu toda a Galiléia e a Judéia pregando a mensagem do Reino de Deus e realizando milagres, tais como curar os doentes. Não aceitava pagamento e não visava riqueza nem engrandecimento pessoal. De fato, ele disse que há mais felicidade em dar do que em receber. Além disso, ensinou seus discípulos a pregar. — Mateus 8:20; 10:7-13; Atos 20:35.
Analisando a mensagem de Jesus e os métodos que ele empregava, vemos uma nítida diferença entre seu estilo e o de muitos dos pregadores da cristandade. Ele não manipulava as massas com emocionalismo vulgar ou com táticas de amedrontar as pessoas com um inferno de fogo. Em vez disso, Jesus usava uma lógica simples e parábolas, ou ilustrações, da vida cotidiana, para apelar ao coração e à mente. Seu famoso Sermão do Monte é um notável exemplo de seus ensinos e métodos. Inclui-se nesse sermão a oração-modelo, em que Jesus dá uma clara indicação das prioridades cristãs, colocando a santificação do nome de Deus em primeiro lugar. — Mateus 5:1–7:29; 13:3-53; Lucas 6:17-49.
Nos tratos com seus seguidores e com o público em geral, Jesus manifestava amor e compaixão. (Marcos 6:30-34) Ao passo que pregava a mensagem do Reino de Deus, pessoalmente também praticava o amor e a humildade. Assim, nas horas finais de sua vida, Jesus podia dizer a seus discípulos: “Eu vos dou um novo mandamento, que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros. Por meio disso saberão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor entre vós.” (João 13:34, 35) Portanto, a essência do exercício do cristianismo é o amor abnegado baseado em princípios. (Mateus 22:37-40) Na prática, isso significa que o cristão deve amar até mesmo seus inimigos, embora possa odiar as más obras que estes praticam. (Lucas 6:27-31) Pense nisso por um instante. Quão diferente seria o mundo se todos realmente praticassem essa forma de amor! — Romanos 12:17-21; 13:8-10.
Não obstante, o que Jesus ensinou era muito mais do que uma ética ou filosofia, como as ensinadas por Confúcio e Lao-tzu. Além do mais, Jesus não ensinou, como o Buda, que a pessoa pode produzir a sua própria salvação pela vereda do conhecimento e da iluminação. Em vez disso, ele apontou para Deus como a fonte de salvação, quando disse: “Porque Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, a fim de que todo aquele que nele exercer fé não seja destruído, mas tenha vida eterna. Pois, Deus enviou seu Filho ao mundo, não para julgar o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por intermédio dele.” — João 3:16, 17.
Por manifestar o amor de seu Pai em suas próprias palavras e ações, Jesus levou as pessoas mais para perto de Deus. Esta é uma das razões pelas quais ele podia dizer: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim. . . . Quem me tem visto, tem visto também o Pai. Como é que dizes: ‘Mostra-nos o Pai’? Não acreditas que eu esteja em união com o Pai e que o Pai esteja em união comigo? As coisas que vos digo não falo da minha própria iniciativa; mas o Pai, que permanece em união comigo, está fazendo as suas obras. . . . Ouvistes que eu vos disse: Vou embora e venho de volta a vós. Se me amásseis, alegrar-vos-íeis de que vou embora para o Pai, porque o Pai é maior do que eu.” (João 14:6-28) Sim, Jesus era “o caminho, e a verdade, e a vida” porque estava conduzindo aqueles judeus de volta ao seu Pai, o Deus verdadeiro deles, Jeová. Por conseguinte, com Jesus, o empenho da humanidade na busca de Deus subitamente tomou ímpeto porque Deus, em seu supremo amor, enviara Jesus à terra como farol de luz e de verdade para conduzir os homens ao Pai. — João 1:9-14; 6:44; 8:31, 32.
À base do ministério e do exemplo de Jesus, o missionário Paulo podia mais tarde dizer aos gregos, em Atenas: “E [Deus] fez de um só homem toda nação dos homens, para morarem sobre a superfície inteira da terra, e decretou os tempos designados e os limites fixos da morada dos homens, para buscarem a Deus, se tateassem por ele e realmente o achassem, embora, de fato, não esteja longe de cada um de nós. Pois, por meio dele temos vida, e nos movemos, e existimos.” (Atos 17:26-28) Sim, Deus pode ser encontrado, caso a pessoa se disponha a fazer o esforço para buscá-lo. (Mateus 7:7, 8) Deus tornou manifesto a si mesmo e seu amor por aprovisionar uma terra que sustenta uma aparentemente infindável variedade de vida. Ele supre o necessário a todos dentre a humanidade, sejam justos, sejam injustos. Além disso, deu à humanidade a sua Palavra escrita, a Bíblia, e enviou seu Filho qual sacrifício resgatador. Ademais, Deus tem fornecido a ajuda de que as pessoas necessitam para encontrar o caminho que leva a Ele. — Mateus 5:43-45; Atos 14:16, 17; Romanos 3:23-26.
Naturalmente, o amor cristão deve ser manifestado não apenas em palavras, mas, o que é mais importante, em ações. Por isso, o apóstolo Paulo escreveu: “O amor é longânime e benigno. O amor não é ciumento, não se gaba, não se enfuna, não se comporta indecentemente, não procura os seus próprios interesses, não fica encolerizado. Não leva em conta o dano. Não se alegra com a injustiça, mas alegra-se com a verdade. Suporta todas as coisas, acredita todas as coisas, espera todas as coisas, persevera em todas as coisas. O amor nunca falha.” — 1 Coríntios 13:4-8.
Jesus também deixou claro quão importante é proclamar o Reino dos céus — o governo de Deus sobre a humanidade submissa. — Mateus 10:7; Marcos 13:10.
Todo Cristão é um Evangelizador
Em seu Sermão do Monte, Jesus enfatizou à multidão a responsabilidade de cada pessoa de iluminar outros por meio de suas palavras e ações. Disse ele: “Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre um monte. As pessoas acendem uma lâmpada e a colocam, não debaixo do cesto de medida, mas no velador, e ela brilha sobre todos na casa. Do mesmo modo, deixai brilhar a vossa luz perante os homens, para que vejam as vossas obras excelentes e dêem glória ao vosso Pai, que está nos céus.” (Mateus 5:14-16) Jesus treinou seus discípulos, de modo que soubessem pregar e ensinar nas suas viagens como ministros itinerantes. E qual seria a mensagem deles? A mesma que o próprio Jesus pregara, o Reino de Deus, que governaria a terra em justiça. Como Jesus explicou em certa ocasião: “Tenho de declarar as boas novas do reino de Deus também a outras cidades, porque fui enviado para isso.” (Lucas 4:43; 8:1; 10:1-12) Ele declarou também que parte do sinal que identificaria os últimos dias seria que estas ‘boas novas do reino seriam pregadas em toda a terra habitada, em testemunho a todas as nações; e então viria o fim’. — Mateus 24:3-14.
Em 33 EC, antes de por fim ascender ao céu, o ressuscitado Jesus instruiu seus discípulos: “Foi-me dada toda a autoridade no céu e na terra. Ide, portanto, e fazei discípulos de pessoas de todas as nações, batizando-as em o nome do Pai, e do Filho, e do espírito santo, ensinando-as a observar todas as coisas que vos ordenei. E eis que estou convosco todos os dias, até à terminação do sistema de coisas.” (Mateus 28:18-20) Esta é uma das razões pelas quais o cristianismo, bem desde seu início, era uma religião ativa e proselitista, que provocava a ira e o ciúme dos seguidores das predominantes religiões gregas e romanas daqueles dias, baseadas na mitologia. A perseguição de Paulo em Éfeso ilustra claramente esse fato. — Atos 19:23-41.
As perguntas agora são: O que a mensagem do Reino de Deus ofereceu quanto aos mortos? Que esperança para os mortos pregou Cristo? Oferecia ele às “almas imortais” de seus seguidores a salvação do “inferno de fogo”? Ou o quê? — Mateus 4:17.
Esperança de Vida Eterna
Talvez o entendimento mais claro que se possa obter da esperança que Jesus pregou seja à base daquilo que ele disse e fez quando seu amigo Lázaro morreu. Como encarou Jesus essa morte? Rumando para a casa de Lázaro, ele disse a seus discípulos: “Lázaro, nosso amigo, foi descansar, mas eu viajo para lá para o despertar do sono.” (João 11:11) Jesus comparou o estado de morte de Lázaro ao sono. Quando profundamente adormecidos, não estamos cônscios de nada, o que concorda com a expressão hebraica em Eclesiastes 9:5: “Pois os viventes estão cônscios de que morrerão; os mortos, porém, não estão cônscios de absolutamente nada.”
Embora Lázaro estivesse morto há quatro dias, notamos que Jesus nada disse a respeito de a alma de Lázaro estar no céu, no inferno ou no purgatório! Quando Jesus chegou a Betânia, e Marta, irmã de Lázaro, foi ao seu encontro, ele disse-lhe: “Teu irmão se levantará.” Como respondeu ela? Disse ela que ele já estava no céu? Marta respondeu: “Sei que ele se levantará na ressurreição, no último dia.” Isto mostra claramente que a esperança judaica naquele tempo era a ressurreição, o retorno à vida aqui na terra. — João 11:23, 24, 38, 39.
Jesus respondeu: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem exercer fé em mim, ainda que morra, viverá outra vez; e todo aquele que vive e exerce fé em mim nunca jamais morrerá. Crês isso?” (João 11:25, 26) Para provar o que dizia, Jesus dirigiu-se à gruta em que Lázaro estava sepultado e chamou-o para fora, vivo, à vista de suas irmãs, Maria e Marta, e de vizinhos. O relato continua: “Portanto, muitos dos judeus, que tinham vindo a Maria e que observaram o que ele fez, depositaram fé nele . . . A multidão, que estivera com ele quando chamou Lázaro para fora do túmulo memorial e o levantou dentre os mortos, concordemente, dava testemunho.” (João 11:45; 12:17) Eles tinham visto pessoalmente o milagre, creram e atestaram a sua realidade. Os opositores religiosos de Jesus também devem ter crido no evento, pois o registro diz que os principais sacerdotes e os fariseus tramaram matar Jesus “visto que este homem realiza muitos sinais”. — João 11:30-53.
Para onde foi Lázaro nos quatro dias em que esteve morto? Para lugar algum. Ele estava inconsciente, adormecido no túmulo, aguardando a ressurreição. Jesus abençoou-o por milagrosamente levantá-lo dentre os mortos. Mas, segundo o relato de João, Lázaro nada disse a respeito de ter estado no céu, no inferno ou no purgatório naqueles quatro dias. Por que não? Simplesmente porque ele não tinha uma alma imortal que pudesse seguir para tais lugares. — Jó 36:14; Ezequiel 18:4.
Por conseguinte, quando Jesus falava de vida eterna, ele se referia ou a tal vida no céu, qual transformado co-regente espiritual imortal com ele em Seu Reino, ou a viver para sempre como humano numa terra paradísica sob tal governo do Reino. (Lucas 23:43; João 17:3) Segundo a promessa de Deus, morar ele figurativamente com a humanidade obediente na terra trará abundantes bênçãos à terra. Tudo isso, naturalmente, depende de se Jesus foi mesmo enviado por Deus e realmente teve a Sua aprovação. — Lucas 22:28-30; Tito 1:1, 2; Revelação 21:1-4.
Aprovação de Deus — Realidade, Não Mito
Como sabemos que Jesus tinha a aprovação de Deus? Em primeiro lugar, quando Jesus foi batizado, ouviu-se uma voz do céu dizer: “Este é meu Filho, o amado, a quem tenho aprovado.” (Mateus 3:17) Mais tarde, essa aprovação foi confirmada diante de outras testemunhas. Os discípulos Pedro, Tiago e João, ex-pescadores da Galiléia, acompanharam Jesus a uma alta montanha (provavelmente o monte Hermon, que se eleva a 2.814 metros). Ali, ocorreu algo de notável diante de seus olhos: “E [Jesus] foi transfigurado diante deles, e o seu rosto brilhava como o sol, e a sua roupagem exterior tornou-se brilhante como a luz. E eis que lhe apareceram Moisés e Elias, conversando com ele. . . . Eis que uma nuvem luminosa os encobriu, e eis uma voz vinda da nuvem, dizendo: ‘Este é meu Filho, o amado, a quem tenho aprovado; escutai-o.’ Ouvindo isso, os discípulos prostraram-se com os seus rostos em terra e ficaram com muito medo.” — Mateus 17:1-6; Lucas 9:28-36.
Essa confirmação audível e visível da parte de Deus serviu para fortalecer enormemente a fé de Pedro, pois ele mais tarde escreveu: “Não, não foi por seguirmos histórias falsas [grego: mý?thois, mitos], engenhosamente inventadas, que vos familiarizamos com o poder e a presença de nosso Senhor Jesus Cristo, mas foi por nos termos tornado testemunhas oculares da sua magnificência. Pois ele recebeu de Deus, o Pai, honra e glória, quando pela glória magnificente lhe foram dirigidas palavras tais como estas: ‘Este é meu Filho, meu amado, a quem eu mesmo tenho aprovado.’ Sim, estas palavras nós ouvimos dirigidas desde o céu, enquanto estávamos com ele no monte santo.” (2 Pedro 1:16-18) Os discípulos judeus Pedro, Tiago e João realmente viram o milagre da transfiguração de Jesus e ouviram a voz de aprovação de Deus, procedente do céu. A sua fé baseava-se numa realidade que haviam visto e ouvido, não em mitologia ou em “fábulas judaicas”. — Mateus 17:9; Tito 1:13, 14.
A Morte de Jesus e Mais Um MilagreNo ano 33 EC, Jesus foi preso e levado a julgamento pelas autoridades religiosas judaicas, acusado falsamente de blasfemar por chamar a si mesmo de Filho de Deus. (Mateus 26:3, 4, 59-67) Visto que aqueles judeus não tinham autoridade legal para executá-lo, eles o encaminharam a governantes romanos e de novo o acusaram falsamente, dessa vez de proibir o pagamento de impostos a César e de dizer que era rei. — Marcos 12:14-17; Lucas 23:1-11; João 18:28-31.
Depois de Jesus ter passado de um governante para outro, o governador romano Pôncio Pilatos, às instâncias da turba de inspiração religiosa, adotou a lei do menor esforço e sentenciou Jesus à morte. Conseqüentemente, Jesus morreu em desonra numa estaca, e seu corpo foi colocado num túmulo. Mas, dentro de três dias, ocorreu um evento que transformou os desconsolados discípulos de Jesus em alegres crentes e zelosos evangelizadores. — João 19:16-22; Gálatas 3:13.
Os líderes religiosos, suspeitando que os seguidores de Jesus recorreriam à fraude, foram a Pilatos com um pedido: “‘Senhor, lembramo-nos de que esse impostor dizia, enquanto ainda estava vivo: “Depois de três dias eu hei de ser levantado.” Portanto, ordena que o sepulcro seja feito seguro até o terceiro dia, para que não venham os seus discípulos e o furtem, e digam ao povo: “Ele foi levantado dentre os mortos!” e esta última impostura seja pior do que a primeira.’ Pilatos disse-lhes: ‘Tendes uma guarda. Ide fazê-lo tão seguro como sabeis.’ De modo que foram e fizeram o sepulcro seguro por selarem a pedra e terem a guarda.” (Mateus 27:62-66) Quão seguro mostrou ser?
No terceiro dia após a morte de Jesus, três mulheres foram ao túmulo para untar o corpo com óleo perfumado. O que encontraram? “E bem cedo, no primeiro dia da semana, chegaram ao túmulo memorial depois de se levantar o sol. E diziam uma à outra: ‘Quem nos rolará a pedra da frente da porta do túmulo memorial?’ Mas, ao olharem para cima, observaram que a pedra, embora muito grande, tinha sido rolada da frente. Quando entraram no túmulo memorial, viram um jovem sentado à direita, trajado duma comprida veste branca, e elas ficaram atônitas. Ele lhes disse: ‘Parai de ficar atônitas. Vós estais procurando Jesus, o nazareno, que foi pregado numa estaca. Ele foi levantado, não está aqui. Eis o lugar onde o deitaram. Mas ide, dizei aos discípulos dele e a Pedro: “Ele vai adiante de vós para a Galiléia; ali o vereis, assim como ele vos disse.”’” (Marcos 16:1-7; Lucas 24:1-12) Apesar da guarda especial dos líderes religiosos, Jesus fora ressuscitado por seu Pai. É isso um mito ou um fato histórico?
Cerca de 22 anos depois desse evento, Paulo, um ex-perseguidor de cristãos, escreveu e explicou como ele viera a crer que Cristo havia sido ressuscitado: “Pois eu vos transmiti, entre as primeiras coisas, aquilo que também recebi, que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras; e que ele foi enterrado, sim, que foi ressuscitado no terceiro dia, segundo as Escrituras; e que ele apareceu a Cefas, depois aos doze. Depois disso apareceu a mais de quinhentos irmãos de uma só vez, a maioria dos quais permanece até o presente, mas alguns já adormeceram na morte. Depois disso apareceu a Tiago, e então a todos os apóstolos.” (1 Coríntios 15:3-7) Sim, Paulo tinha uma base concreta para arriscar a sua vida pela causa do ressuscitado Jesus, e isso incluía o testemunho de cerca de 500 testemunhas oculares que haviam visto o ressuscitado Jesus em pessoa! (Romanos 1:1-4) Paulo sabia que Jesus havia sido ressuscitado, e ele tinha uma razão ainda mais poderosa para dizer isso, como explicou adicionalmente: “Mas, por último de todos, apareceu também a mim, como a alguém nascido prematuramente.” — 1 Coríntios 15:8, 9; Atos 9:1-19.
Os primitivos cristãos dispunham-se a morrer quais mártires nas arenas romanas. Por quê? Porque sabiam que a sua fé se baseava em realidades históricas, não em mitos. Era uma realidade que Jesus era o Cristo, ou o Messias, prometido em profecias, e que ele fora enviado à terra por Deus, recebera a aprovação de Deus, morrera numa estaca como Filho íntegro de Deus, e fora ressuscitado dentre os mortos. — 1 Pedro 1:3, 4.
Sugerimos que leia na íntegra o capítulo 15 da primeira carta de Paulo aos coríntios para entender o que Paulo cria a respeito da ressurreição e por que ela é essencial para a fé dos cristãos. A essência de sua mensagem é expressa nestas palavras: “No entanto, agora Cristo tem sido levantado dentre os mortos, as primícias dos que adormeceram na morte. Pois, visto que a morte é por intermédio dum homem [Adão], também a ressurreição dos mortos é por intermédio dum homem. Porque, assim como em Adão todos morrem, assim também em Cristo todos serão vivificados.” — 1 Coríntios 15:20-22.
Portanto, a ressurreição de Cristo Jesus tinha um objetivo, que, por fim, beneficiará toda a humanidade. Também, abriu o caminho para que Jesus por fim cumprisse o restante das profecias messiânicas. Seu governo justo, a partir dos céus invisíveis, deverá em breve se estender a uma terra purificada. Daí haverá o que a Bíblia chama de “novo céu e uma nova terra” em que Deus “enxugará dos seus olhos toda lágrima, e não haverá mais morte, nem haverá mais pranto, nem clamor, nem dor. As coisas anteriores já passaram”. — Revelação 21:1-4.
Esperava-se a Apostasia e a PerseguiçãoPouco depois da morte e da ressurreição de Jesus, ocorreu outro milagre que deu força e ímpeto à pregação daqueles primitivos cristãos. No dia de Pentecostes do ano 33 EC, Deus derramou do céu seu espírito santo, ou força ativa, sobre cerca de 120 cristãos reunidos em Jerusalém. O resultado? “E línguas, como que de fogo, tornaram-se-lhes visíveis e se distribuíram, e sobre cada um deles assentou-se uma, e todos eles ficaram cheios de espírito santo e principiaram a falar em línguas diferentes, assim como o espírito lhes concedia fazer pronunciação.” (Atos 2:3, 4) Os judeus de língua estrangeira que estavam em Jerusalém naquela ocasião ficaram abismados de ouvir aqueles supostamente ignorantes judeus galileus falar em línguas estrangeiras. O resultado foi que muitos creram. A mensagem cristã espalhou-se velozmente, à medida que esses novos crentes judeus retornavam às suas terras de origem. — Atos 2:5-21.
Mas, logo se formaram nuvens tempestuosas. Os romanos ficaram apreensivos com essa nova e aparentemente ateísta religião, que não tinha ídolos. Começando com o imperador Nero, eles moveram uma terrível perseguição contra os cristãos nos primeiros três séculos de nossa Era Comum. Muitos cristãos foram condenados a morrer nos coliseus, para satisfazer a sádica ânsia de sangue dos imperadores e das massas que afluíam para ver prisioneiros serem atirados a feras.
Outro fator perturbador naqueles primórdios era algo que os apóstolos haviam profetizado. Por exemplo, Pedro declarou: “No entanto, houve também falsos profetas entre o povo, assim como haverá falsos instrutores entre vós. Estes mesmos introduzirão quietamente seitas destrutivas e repudiarão até mesmo o dono que os comprou, trazendo sobre si mesmos uma destruição veloz.” (2 Pedro 2:1-3) Apostasia! Um desvio da adoração verdadeira, uma transigência com as tendências religiosas correntes do mundo romano, saturado de filosofia e pensamento gregos. Como é que se deu isto? O nosso próximo capítulo responderá a esta e a outras perguntas relacionadas. — Atos 20:30; 2 Timóteo 2:16-18; 2 Tessalonicenses 2:3.

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