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segunda-feira, 7 de agosto de 2017

História da Igreja de Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé - Diário do Rio de Janeiro

Igreja de Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé

Nos últimos dias, um casamento ganhou muito destaque nos meios de comunicação. O que talvez nem os noticiários de fofoca saibam é que a igreja onde Preta Gil casou tem muito mais histórias para contar.
A Igreja de Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé foi o palco de alguns dos mais importantes momentos da história do Brasil. Entre esses acontecimentos estão a coroação de D. Pedro I e D. Pedro II.
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O templo foi sede episcopal da diocese até 1976, quando foi encerrada a obra da nova Catedral de São Sebastião do Rio de Janeiro. Por isso a nomenclatura “Antiga Sé”.
“Nos séculos passados, a igreja já era conhecida por receber casamentos cheios de pompa. Muitos membros da corte portuguesa e da família real se casaram na Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé. Em alguns casos, a fila de espera era longa” conta o historiador Maurício Santos.
Casamento Dom Pedro I e Dona Leopoldina

Foi no altar da histórica igreja que o príncipe D. Pedro I, futuro imperador do Brasil, recebeu sua esposa D. Leopoldina de Áustria, em 1817.
A construção da igreja começou por volta de 1590, quando a ordem carmelita chegou ao Brasil. A organização católica ocupou as instalações dos beneditinos, entre elas, a ermida, que foi convertida em Capela da Ordem do Carmo.
Quase duas décadas depois, em 1619, os frades iniciaram a construção de um convento, ao lado da Capela da Ordem do Carmo e uniram os dois edifícios por de uma torre com portaria – posteriormente demolida para ampliar a Rua Sete de Setembro.
Como aconteceu com muitas igrejas históricas do Rio de Janeiro, em séculos passados, grandes reformas foram realizadas na Igreja Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé. A motivação para as obras na capela foi um desabamento.
Em 1761 foi construída uma nova igreja. Essa nova edificação já foi erguida voltada para o mar da Praça VX. O templo anterior apontava para o convento vizinho.
Em 1808, D. João VI transformou a Igreja de Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé em Capela Real. A família real foi instalada no então Palácio dos Vice-Reis, que hoje é o Paço Imperial, e que fica na Praça XV.
Durante essa época, a igreja passou a ser fundamental para o desenvolvimento da música erudita no Rio de Janeiro. Nomes de muita importância nesse gênero musical, como José Maurício Nunes Garcia e o português Marcos Portugal foram regentes e compositores da então Capela Real.

Sagração Dom Pedro I

Mais tarde, em 1822, com a coroação de D. Pedro I como imperador e com o Brasil já independente de Portugal, o tempo passa a ser Capela Imperial.
No século seguinte, em 1900, o templo foi remodelado pelo Cardeal D. Joaquim Arcoverde.
Com o passar dos anos, a Igreja de Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé se firmou na posição de igreja para grandes celebrações. Com uma história tão rica, não poderia ser diferente.



Felipe Lucena é jornalista, roteirista e escritor. Filho de nordestinos, nasceu e foi criado na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Apesar da distância, sempre foi (e pretende continuar sendo) um assíduo frequentador das mais diversas regiões da Cidade Maravilhosa. 

História da Igreja de Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé - Diário do Rio de Janeiro

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