Campinarte Notícias e Músicas

Arquivo do blog

ESTE BLOG É INDEPENDENTE - NÃO RECEBE (E NEM QUER) SUBVENÇÃO DE QUALQUER PREFEITURA, GOVERNO DE ESTADO E MUITO MENOS DO GOVERNO FEDERAL - NÃO SOMOS UMA ONG OU FUNDAÇÃO, ASSOCIAÇÃO OU CENTRO CULTURAL E TAMBÉM NÃO SOMOS FINANCIADOS POR NENHUM PARTIDO POLÍTICO OU DENOMINAÇÃO RELIGIOSA - NÃO SOMOS FINANCIADOS PELO TRÁFICO DE DROGAS E/OU MILICIANOS - O OBSERVATÓRIO COMUNITÁRIO É UMA EXTENSÃO DO CAMPINARTE DICAS E FATOS - INFORMAÇÃO E ANÁLISE DAS REALIDADES E ASPIRAÇÕES COMUNITÁRIAS - GRATO PELA ATENÇÃO / HUAYRÃN RIBEIRO

Vídeos

Notícias principais - Google Notícias

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Duque de Caxias / Real Sociedade dos Amigos do Xadrez de Santa Cruz da Serra

PRIMEIRO PAINEL CAMPINARTE DE XADREZ

O nosso Observatório Comunitário foi conferir uma iniciativa inédita em Santa Cruz da Serra (Duque de Caxias) e podem acreditar: foi um sucesso o Primeiro Painel Campinarte de Xadrez organizado pela Real Sociedade dos Amigos do Xadrez de Santa Cruz da Serra comandada pelo Fernando Garrido e sua equipe.







Medalhistas do Primeiro Painel Campinarte de Xadrez – Evento realizado pela Real Sociedade dos Amigos do Xadrez de Santa Cruz da Serra dia 23/04 na Pça da Matriz.

Mais de 70 inscritos e detalhe: o evento contou com a participação de iniciantes, iniciados, jogadores experientes e colaboradores não só do município de Duque de Caxias como também de Nova Iguaçu, Rio de Janeiro, Petrópolis, Magé...
O Primeiro Painel Campinarte de Xadrez aconteceu nessa quarta-feira 23/04 (feriado de São Jorge) na Praça da Matriz no bairro Santa Cruz da Serra.
A organização preparou um torneiro em 5 rodadas para iniciantes e iniciados (todos) selecionados pelo instrutor Aldenir Manhães da E. E. Barão de Mauá em Xerém.
No final aconteceu uma simultânea para a decisão de medalhas de primeiro, segundo e terceiro colocado das diversas categorias.
A organização providenciou a colocação de um tabuleiro gigante para demonstração, e alguns jogadores de nível avançado estavam no local para maiores esclarecimentos ao público interessado.
O objetivo da organização é mostrar o xadrez como esporte para a comunidade de Santa Cruz da Serra e também adesões para a formação da Real Sociedade como uma Associação de fato.
A Real Sociedade os Amigos do Xadrez de Santa Cruz da Serra agradece o apoio dos seguintes colaboradores: Biofórmulas / Pizzaria da Praça / Salão Dauto e Sandra / Ótica D’Grau / Stilo By André / A Cada Passo Calçados / Salão Inez / Nela Modas / Restaurante e Pizzaria Sabor Caseiro / Taty’s Instituto de Beleza / Ponto das Artes / Drogaria Reluz / Igreja Assembléia e Deus Semeando Paz / FINCAF Madeiras / MGN Modas / A&H Usinagem / Alcino Cabeleireiro / Bar da Maria do Parque / Point do Nem / Bar do Binga / Bar do Teixeira / Silk Shop / Diamantino’s Bar / Skandalo Moda Mix / Luizinho do Café Relíquia / AG Modas / Auto Mecânica Rogéria / Haward Moda Masculina / Bazar Camarda.

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Todo dia é dia de índio - Reflexões acerca da pureza cultural indígena

A população indígena brasileira, de acordo com a FUNAI, soma cerca de 410.000 índios divididos em 220 povos, incluindo aqueles que vivem fora das aldeias. Essa população encontra-se em diferentes processos de integração com a sociedade nacional, apresentando um quadro bastante complexo, onde temos desde índios recém contactados a índios cujo contato remontam há séculos, a partir das frentes de expansão. Nesse sentido, temos etnias que estão reduzidas à massa uniforme do campesinato brasileiro e etnias que resistiram no processo de integração nacional. Etnias tidas como desaparecidas e etnias ressurgidas a partir de mecanismos de re-construção de identidade étnica. Há grupos vivendo em áreas de 800 hectares por índio, como ocorre na Amazônia, e grupos em que cada índio não ocupa mais do que 0,59 hectare, como ocorre no estado do Mato Grosso do Sul.
Este cenário indígena gera discursos e afirmativas, na maioria das vezes conflitantes entre índios e outros segmentos da sociedade brasileira, que disputam com os índios as terras, os recursos naturais e, até mesmo, valores simbólicos da identidade nacional. A dificuldade em definir se são ou não índios; se é necessário integrá-los definitivamente ou mantê-los como estão; e se possuem muitas ou poucas terras, são algumas das questões que dividem opiniões, além das divulgadas na mídia nacional e internacional, como no caso das mortes de crianças indígenas vítimas de desnutrição. Em conjunto, todas essas questões estão interligadas e merecem reflexões.
É de conhecimento amplo que as terras indígenas são fundamentais para a sobrevivência física e cultural dos índios, por serem tradicionalmente povos coletores e caçadores e por estabelecerem com elas uma relação simbólica. Hoje, a maioria das sociedades indígenas enfrenta dificuldades em relação a sustentabilidade e à gestão de seus territórios. Os que praticam a agricultura perderam parte de suas técnicas de cultivos, suas sementes tradicionais, e tornaram-se monocultores dependentes de insumos comerciais e de bens que não têm como produzir.
As áreas indígenas são ricas em recursos naturais e, em geral, estão localizadas em regiões de fronteira agrícola e de expansão do capital, tornando-se, freqüentemente, alvo de conflitos. Estes se dão, entre outros motivos, por terem sido as terras indígenas vendidas a títulos de propriedade, em passado recente, pela própria União, que atualmente, numa espécie de mecanismo compensatório pela expropriação territorial, concede aos índios a posse permanente das terras, sem que os atuais proprietários, fazendeiros, produtores, empresários, assentados, entre outros segmentos sociais, sejam devidamente indenizados. Esses fatos geram novos conflitos e corroboram para um complexo ideológico presente nos discursos os mais variados, quer seja do senso comum, quer seja dos representantes das camadas mais elitizadas e intelectualizadas, que põem em "xeque" a pureza cultural ou primitividade dos índios quanto à questão de serem ou não índios e, portanto, merecedores ou não de seus direitos constitucionais.
Nesse aspecto, cabe ressaltar, que não existe pureza cultural, todas as sociedades são dinâmicas e é dessa forma que as culturas se reproduzem. O fato de alguns grupos indígenas não usarem cocares, flechas e bordunas e terem passado por um longo processo de descaracterização cultural não quer dizer que não sejam mais índios. A incorporação de rituais, crenças e práticas exógenas pelos índios não significa, necessariamente, que sua cultura deixou de ser autêntica e que, portanto, tais índios passaram a ser "falsos índios" ou "ex-índios". Os estudos desenvolvidos com as sociedades indígenas, em particular os desenvolvidos por João Pacheco de Oliveira Filho, têm mostrado que elementos externos são ressemantizados e fundamentais para a preservação ou adaptação de organizações sociais e de modos de vida. Além de que, cabe indagar, se seria possível que as coletividades indígenas em contato com o mundo envolvente fossem totalmente refratárias aos fluxos culturais globais e as pressões do capitalismo.
Ainda nesse sentido, cabe esclarecer que os direitos indígenas não decorrem de uma condição de primitividade ou de pureza cultural a ser comprovada nos índios atuais. Eles decorrem, como bem pontua o antropólogo supracitado, pelo fato de serem reconhecidos pelo Estado brasileiro e pela sociedade nacional como descendentes da população autóctone. A tentativa de diferenciar os índios quanto aos seus direitos e de classificá-los pelo grau de primitividade não possui fundamentação científica. Fundamenta-se sim, no preconceito e no desconhecimento da dinâmica cultural das sociedades humanas.
A situação indígena atual, assim como a questão que envolve as relações interétnicas, é complexa e exige análise sob vários pontos de vista. A auto-sustentação tem sido um tema cada vez mais presente na agenda de discussões sobre direitos indígenas, uma vez que afeta a própria existência dessas sociedades, suas interações econômicas com a sociedade envolvente e, em particular, suas relações com o governo brasileiro. As soluções para as problemáticas indígenas impõem desafios aos diversos segmentos da sociedade, quer seja por órgãos políticos–administrativos, quer seja por instituições de pesquisa e desenvolvimento que atuam no país, como a Embrapa, por exemplo.
Atualmente os órgãos públicos federais, estaduais e municipais estão sendo chamados pelo governo brasileiro para atuarem interinstitucionalmente na articulação de ações conjuntas para enfrentar o problema da desnutrição na área indígena Guarani-kaiowá no MS. Cabe lembrar, que essas ações devem buscar como resultado o fortalecimento da produção de alimentos, bem como o da infra-estrutura de produção capazes de gerar rendas na economia de mercado e que, sobretudo, levem em consideração os conhecimentos indígenas e o respeito à sua diversidade, onde a participação dos índios é fundamental na formulação das políticas e na execução das ações, pois as demandas, como bem sabem os índios, não são mais aquelas ditadas por suas culturas tradicionais e sim as decorrentes do seu relacionamento com a sociedade envolvente.
Gercilene Teixeira
gerci@cpap.embrapa.br
Pesquisadora da Embrapa Pantanal, Corumbá-MS,
Mestre em Antropologia Cultural.

Cinco mentiras do governo e dos patrões

Um verdadeiro festival de besteiras assola o país Veja a seguir as principais mentiras que o governo Lula e os empresários contam para atacar os trabalhadores (Redação do PSTU)


"A transposição do rio São Francisco levará água ao povo" / Apoiado numa poderosa campanha publicitária, o governo fala que o projeto de transposição do rio São Francisco vai acabar com a sede que assola o povo do nordeste.
O projeto de transposição do governo Lula, no entanto, não tem nada a ver com reforma agrária. Na verdade, os grandes beneficiados serão as empreiteiras que farão a obra, além dos grandes produtores agrícolas, como os criadores de camarão e exportadores do algodão – representantes do agronegócio daquela região.
Estudos indicam que pelo menos 70% da água do rio será destinada à irrigação destas terras. O projeto também é uma oportunidade única para valorizar suas terras com a especulação. A empreiteira Camargo Correa, vencedora da licitação do segundo lote de obras da transposição, vai faturar (a princípio) R$ 213 milhões. A Camargo Correa foi a segunda maior doadora da campanha de Lula em 2006, com R$ 3,5 milhões.
Além disso, o projeto desconsidera a existência dos 34 povos indígenas e 156 comunidades quilombolas e um sem-número de populações ribeirinhas, ignorando sua interação com a bacia do São Francisco, sua cultura e sua história de respeito à natureza.


"Abram mão de seus direitos que os empregos virão" / O governo e os patrões afirmam que o trabalhador brasileiro "custa muito caro" e que é preciso flexibilizar os direitos e reduzir os salários para criar novos empregos. É uma grande mentira, que é repetida a todo momento. Em fevereiro, a General Motors (GM) tentou fazer com que os metalúrgicos de São José dos Campos (SP) acreditassem nela. Em troca de 600 novos empregos, a empresa exigia a redução de direitos e de salários. Reunidos em diversas assembléias, os operários rejeitaram a proposta e impuseram uma importante derrota à montadora norte-americana.
O projeto para a fábrica da cidade previa o aumento da produção em 50 mil carros a cada mês para atender à expectativa de aumento das vendas neste ano. Mesmo produzindo e vendendo mais, a empresa tentou retirar direitos, com a implantação do banco de horas e com um piso salarial e uma grade rebaixados.
As 600 contratações previstas eram temporárias, valeriam por apenas um ano. Neste tipo de contratação, não se paga a multa de 40% do FGTS, não se paga aviso prévio e depois não se tem direito ao seguro-desemprego e nem à estabilidade, caso o trabalhador se acidente.
Com o banco de horas não haveria mais pagamento de horas extras e o trabalhador ficaria refém da empresa. Ou seja, é um acordo que estabelece que um trabalhador pode trabalhar depois de sua jornada de trabalho sem receber nada por isso.
Os patrões, a mídia e o governo argumentam que só com a retirada de direitos é possível manter e ampliar os empregos. No entanto, aonde foi adotado o banco de horas, como na região do ABC paulista, os empregos só diminuíram.


"Com o PAC, todos vão ganhar" / Em janeiro de 2007, o governo Lula anunciou com estardalhaço o lançamento do Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC. De acordo com Lula, o programa transformaria o país num grande canteiro de obras, com investimentos que chegariam a R$ 503 bilhões até 2010.
O programa vem sendo o que foi o Fome Zero no primeiro mandato, ou seja, a grande aposta do governo. Mas, ao contrário do Fome Zero, que nunca existiu de fato e morreu por inanição, o PAC é um programa de medidas concretas. Medidas para favorecer os grandes empresários e investidores internacionais e, ao mesmo tempo, aplicar um arrocho ainda maior nas contas públicas.
Grande parte das obras previstas pelo programa privilegia o setor de infra-estrutura como rodovias e portos, a fim de escoar a produção dos grandes empresários e usineiros. Outra medida do programa é a desoneração de impostos, a fim de aumentar ainda mais os lucros dos empresários.
Segundo o próprio site do PAC, mantido pelo governo federal, o PAC "tem como um dos pilares a desoneração de tributos para incentivar mais investimentos no Brasil". O PAC, além disso, inclui uma série de medidas com o objetivo de arrochar ainda mais o setor público. Entre promessas de obras e construções, o governo quer congelar o salário dos servidores, aprovando uma lei que limita o reajuste à categoria. Como se isso não bastasse, o governo quer aprovar como lei a regra de reajuste do salário mínimo acertado com as direções das centrais pelegas.
A regra estabelece reposição da inflação no período, mais a variação do PIB de dois anos anteriores. Na prática, mantém o salário mínimo de fome e impede qualquer luta pela sua real valorização. Isso é o PAC de Lula. Um verdadeiro "Programa Apertem os Cintos". Só quem ganha são os empresários e as multinacionais, que usam nosso país para explorar nossos irmãos latino-americanos.

"Pagamos a dívida externa" / Em fevereiro, o governo comemorou o suposto fim da dívida externa. Mais que isso, com o aumento das reservas internacionais, que havia superado o valor total da dívida externa, o Banco Central anunciou que o país havia se tornado credor internacional. Ou seja, o governo afirmou que, agora, são os outros países que devem ao Brasil. Governo, oposição de direita e analistas do sistema financeiro uniram-se para comemorar.
Para o governo, foi resultado de uma política econômica responsável. Para a oposição de direita, foi expressão da continuidade das bases lançadas pelo governo FHC. Grande parte dos economistas deu os créditos aos dois governos neoliberais. O consenso entre todos foi: a dívida externa não é mais problema e a esquerda, que pregava seu calote, estava errada.
O que o governo não explicou, porém, foi que reduziu a dívida externa trocando-a pela dívida interna, com juros bem mais altos. Concede isenção aos investidores internacionais, que entram no país e lucram aproveitando a valorização do câmbio. Ao final de 2007, a dívida interna já batia os R$ 1,4 trilhão. Só em 2007 o país gastou R$ 237 bilhões com juros da dívida externa e interna. Ou seja, o país gasta como nunca com juros da dívida pública, desviando para isso recursos que poderiam ir para a área social, como saúde e educação.
Outra coisa que o governo não diz é que essa situação não vai durar muito. A grave crise econômica que atinge os EUA provoca o aumento das remessas de lucro para o exterior. Só em 2007 foram enviados R$ 21,2 bilhões em lucros para as multinacionais. A balança comercial, cujo resultado positivo foi fundamental para acumular reservas, também vai sentir os efeitos da crise. Ou seja, essa mentira do governo tem pernas bem curtas. Se tivéssemos realmente sem dívidas, porque o governo continua pagando os juros, em vez de melhorar a vida dos trabalhadores do país?


"Agora o pobre pode entrar na universidade" / O governo diz que a reforma universitária e o Reuni estão criando mais vagas nas universidades, "democratizando" o acesso ao ensino superior. No entanto, o que o governo faz é transferir vagas das universidades públicas para as instituições privadas, promovendo uma privatização disfarçada do ensino superior. Em vez de investir no ensino público e de fato garantir vagas a quem não pode pagar, o governo enche os bolsos dos empresários do ensino, que fingem ensinar.
Além disso, ataca a qualidade do ensino público, com salas superlotadas, cortes no orçamento e desvios de verbas da educação. O Reuni do governo pretende transformar as instituições de ensino superior em verdadeiros escolões, sem pesquisa e com a implementação de cursos rápidos, na medida para atender as necessidades do mercado.

O Campinarte e o Instituto Histórico do Município

O Campinarte Dicas e Fatos agora também faz parte do acervo do Instituto Histórico de Duque de Caxias que funciona no prédio da Câmara de Vereadores do município. Atendendo ao convite de Tânia Amaro (Diretora Responsável pelo Instituto Histórico) e tendo como portador da boa nova Willian Guedes (estagiário responsável pelo acervo de pesquisas de jornais daquele instituto) os freqüentadores, estudantes, etc., terão a partir do mês de abril mais uma fonte para as suas pesquisas, o nosso Campinarte. Este fato para todos que gravitam nesse universo chamado Campinarte, com certeza, é motivo de muita alegria e satisfação e a confirmação que estamos no caminho certo. O Campinarte não é o melhor não é o pior e muito menos diferente. Estamos trabalhando para que o nosso informativo seja igualzinho aos bons – no mínimo um informativo útil. Em nome de todos (que direta ou indiretamente) colaboram para a circulação do Campinarte Dicas e Fatos o nosso muito obrigado pelo respeito e reconhecimento ao Instituto Histórico de Duque de Caxias na pessoa de sua diretora responsável Tânia Amaro.
Campinarte Dicas e Fatos - há 11 anos um informativo digno de você!
Huayrãn Ribeiro

Obras do PAC começam em Duque de Caxias Investimento chega a R$ 315 milhões

O Centro de Duque de Caxias se transformará num grande canteiro de obras. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro das Cidades, Márcio Fortes, o governador Sérgio Cabral e o prefeito de Duque de Caxias, Washington Reis, participaram da cerimônia de assinatura da ordem de início das obras de Revitalização do Centro de Duque de Caxias, nesta segunda-feira (31/03), previstas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para o município. Está previsto investimento total de R$ 315 milhões, sendo que, na primeira fase do programa, serão realizadas obras de urbanização, saneamento e habitação nas favelas Parque Vila Nova e Vila Ideal, localizadas no Primeiro Distrito do município. Durante a solenidade o presidente assinou também ordens para o início das obras do PAC em outros municípios, e fez a doação de telecentros para Duque de Caxias e outras cidades do Estado do Rio de Janeiro.
Para o presidente Lula, este foi um marco histórico para o Estado do Rio de Janeiro. "Durante muito tempo não se investiu adequadamente aqui. Hoje estamos começando a mudar esta história", disse o presidente, em tom de celebração. Para o prefeito de Duque de Caxias, Washington Reis, as obras do PAC irão representar uma mudança radical na cidade. "Este é um projeto que irá melhorar a vida de muitas pessoas que hoje vivem em condições precárias e irá valorizar muito toda a região central do município. A parceria da Prefeitura com o Governo Federal está dando muito certo e a população está recebendo os benefícios", disse o prefeito, que destacou o fato de o município receber o maior projeto habitacional do PAC.
Do Plano de Revitalização da área central de Duque de Caxias, constam a construção de 409 prédios (mais de quatro mil apartamentos), a implantação de três creches, uma escola e uma praça, numa área ocupada de cerca de seis mil metros quadrados. Serão construídos 20 quilômetros de rede de esgoto, 29 quilômetros de rede de água, pavimentados 126 quilômetros de vias e de oito quilômetros de área de drenagem. Serão instalados 12 quilômetros de rede de iluminação pública e urbanizados 80 mil metros quadrados da Avenida do Canal, localizada no centro do município. Está prevista também a implantação de uma estação de tratamento de esgoto com capacidade para atender 25 mil habitantes, entre outros benefícios. A Prefeitura de Duque de Caxias estima que o PAC irá beneficiar cerca de cinco mil famílias do município – aproximadamente 25 mil habitantes.