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quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Zélia Barbosa, destaque da MPB pernambucana, morre aos 85 anos - Jornal do Commercio

JOSÉ TELES

A cantora Zélia Barbosa, um dos principais nomes da MPB pernambucana dos anos 60, e 70, faleceu, ontem, aos 85 anos. A morte foi confirmada pelo seu filho o produtor Pedro Souza. O sepultamento acontecerá às 16h, no Parque das Flores.
Zélia Barbosa participou ativamente da efervescente cena musical pernambucana nos anos 60, da qual despontaram nomes como Toinho Alves, Marcelo Melo, Luciano Alves, que formariam o Quinteto Violado, Geraldo Azevedo, Teca Calazans, Naná Vasconcelos, e Edi Souza, mais tarde conhecido como Edy Star. Participou dos primeiros musicais bossa nova no Recife, entre estes o Noite da Bossa Nova, no Teatro de Santa Isabel, em maio de 1965, ao lado de Jose Milton, Trio Yansã, Novelli, Bossanorte, entre outros.
Em 1966, Zélia Barbosa estaria com Teca Calazans, José Fernandes e Paulo Guimarães no musical Cantochão, de Benjamim Santos, no Teatro de Arena, esteve em outros musicais, como Paroli Paroliado, com o ator Carlos Reis, dirigido por Geraldo Azevedo, este em 1967, ano em que Zélia Barbosa gravou o primeiro álbum solo, na França, em 1967, onde esteve como bolsista do Comitê Católico contra a Fome. A renda pela venda do disco seria revertida para o comitê. O disco, no entanto somente seria lançado em 1971.


O Samba, a Prontidão, e outras Bossas são coisas nossas, o título do musical que, em janeiro de 1968, Zélia Barbosa dividiu com Paulinho da Viola, com participação de Naná Vasconcelos, produzido por David Hulak. Ressaltando-se que na época faziam temporadas, de um ou dois meses, não shows esporádicos.

DISCOS

Zélia Barbosa certamente não obteve maio reconhecimento nacional porque trabalhou até se aposentar no departamento de recursos humanos da Celpe, o que a impedia de realizar temporadas em outros estados, embora tenha cantado bastante fora de Pernambuco. Além do disco francês, Brèsil : Sertão & Favelas (lançado em vários países, menos no Brasil), ela participou do álbum Música Popular do Nordeste, o álbum que levou o publicitário Marcus Pereira a criar a gravadora que tinha seu nome.
Participou, também do álbum Frevo ao Vivo (1974), também da Marcus Pereira. Em 1985, Zélia está no independente Capiba e seus poemas, uma antologia de poemas musicais por Lourenço da Fonseca Barbosa. Canta em três faixas, umas das quais, Sino, claro, sino, o poema de Carlos Penna Filho, musicado por Capiba. Seu último disco, Pra se viver um amor maior, é de 2002, independente, produzido pelo filho Pedro Souza.

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