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segunda-feira, 7 de agosto de 2017

História da Igreja de São Francisco da Prainha - Diário do Rio de Janeiro

Igreja de São Francisco da Prainha Interior

Muitas vezes, para se manter viva, a história precisa se renovar. A Igreja de São Francisco da Prainha, uma das construções mais antigas do Rio de Janeiro, é um exemplo disso. Após passar por muitos problemas, o prédio, atualmente, está de pé, firme e forte.
A Igreja foi erguida em 1696. Padre Francisco da Motta ordenou a obra. No ano 1704, pouco tempo após o término da construção, o prédio foi doado aos cuidados da Ordem Terceira de São Francisco da Penitência.
Alguns anos mais tarde, em 1711, a Igreja de São Francisco da Prainha foi completamente destruída, durante a invasão francesa à Cidade Maravilhosa. A Igreja foi totalmente queimada.
Igreja de São Francisco da Prainha
Até o final desse período, os maiores proprietários institucionais de imóveis nas quatro freguesias centrais da cidade (Sé, Candelária, São José e Santa Rita) eram corporações eclesiásticas. Nesse conjunto de proprietários, a Ordem Terceira de São Francisco da Penitência detinha o patrimônio mais numeroso e precisava zelar por ele”, explicou o historiador William de Souza Martins em entrevista à Revista de História.
Essa primeira reconstrução veio anos depois, em 1738, e ficou pronta em 1740. Foi nesse período que a Igreja ganhou contornos barrocos, presentes no prédio até hoje em dia.
Restauração da Igreja de São Francisco da Prainha, na Região Portuária
Os anos se passaram e a importância e beleza do templo só foram crescendo. Nos tempos do Império, a Igreja era muito frequentada por nobres cariocas. Nessa época, o mar chegava aos pés das escadas da histórica construção.
Em 1910, uma nova reforma. Nessa obra, foi implantado no interior do templo características góticas. Seu teto é sustentando por colunas deste estilo que se repetem no púlpito, no confessionário e mobiliário da construção.
Vinte e oito anos mais tarde, em 1938, a Igreja de São Francisco da Prainha foi tombada por seu valor histórico pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
Igreja de São Francisco da Prainha, na Região Portuária antes da restauração
A virada para o novo século foi cruel para a Igreja. Em 2004, o templo religioso foi interditado pela Defesa Civil. O reboco da fachada e dos cômodos internos estava caindo em vários pontos, deixando expostos os tijolos. E as esquadrias em madeira tinham sido comidas por cupins ou deterioradas pela ação do tempo. Além disso, o teto corria o risco de ruir.
Entretanto, uma nova reforma foi feita e a Igreja de São Francisco da Prainha praticamente ressuscitou após uma das ações de restauração do Porto Maravilha.
Restauração da Igreja de São Francisco da Prainha, na Região Portuária 2
Em julho de 2015, o templo passou por uma plástica completa: oratório, painéis e altar foram restaurados e tiveram todas as suas características originais mantidas e o que estava extremamente deteriorado foi reformado. Hoje em dia, a Igreja de São Francisco da Prainha está de pé. Firme e forte.
Felipe Lucena é jornalista, roteirista e escritor. Filho de nordestinos, nasceu e foi criado na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Apesar da distância, sempre foi (e pretende continuar sendo) um assíduo frequentador das mais diversas regiões da Cidade Maravilhosa.
História da Igreja de São Francisco da Prainha - Diário do Rio de Janeiro

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