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sábado, 18 de julho de 2015

Dia do Trovador

18 de Julho


Jorge Amado já disse: “Não pode haver criação literária mais popular e que mais fale diretamente ao coração do povo do que a trova. É através dela que o povo toma contato com a poesia e por isto mesmo a trova e o trovador são imortais”. Hoje é comemorado o Dia do Trovador. Volta Redonda tem representante na UBT (União Brasileira de Trovadores): Silvia Helena Xándy, que é delegada da entidade no município. E também um autor premiado, Pedro Viana Filho.
Silvia explica que o Dia do Trovador é comemorado nessa data por ser o dia do nascimento de Gilson de Castro (RJ), cujo pseudônimo literário é Luiz Otávio. “E por ele ter, juntamente com J.G. de Araújo Jorge, começado a estudar e propagar a quadra popular brasileira junto a um seleto grupo de poetas”, diz. Em 1960, depois de participar de um Congresso do GBT (Grêmio Brasileiro de Trovadores), em Salvador, Luiz Otávio implantou uma série de seções desta entidade no sul do Brasil.
Mas o que é trova? “A trova é uma composição poética concisa. É um micro poema, o menor da língua portuguesa, que deve obedecer a características rígidas”, enfatiza Pedro Viana. É preciso que a trova seja uma quadra, ou seja, tenha quatro versos (em poesia cada linha é denominada verso). E cada verso deve ter sete sílabas poéticas, ser setessilábico. As sílabas são contadas pelo som. Ter sentido completo e independente.
- O autor da trova deve colocar nos quatro versos toda a sua idéia. A trova tem apenas quatro versos, ou seja, quatro linhas. A trova, para ser bem feita, tem de ter um achado. Achado é algo diferente e que faça valer a pena ler a trova - explica.
Parece complicado. Afinal, é fácil fazer trovas? “Uma vez que a trova é composta de quatro versos ou linhas de sete sons, é só educar o ouvido e aprender a contar as sete sílabas métricas”, resume Pedro Viana, que nasceu em Barra do Piraí e mora em Volta Redonda. Licenciado em Ciências Sociais pela Faculdade de Filosofia e Letras de Volta Redonda, onde se tornou diretor cultural e promoveu o primeiro concurso de trovas, em 1978.
Outro aspecto importante é que a trova tem que ter rima. Conforme Silvia, a rima poderá ser do primeiro verso com o terceiro e o segundo com o quarto, no esquema ABAB, ou ainda, somente do segundo com o quarto, no esquema ABCB. Existem trovas também nos esquemas de rimas ABBA e AABB. “Comece a trova sempre com letra maiúscula. A partir do segundo verso use letra minúscula, a menos que a pontuação indique o início de nova frase. Nesse caso, use a maiúscula novamente”, detalha a escritora, acrescentando que são três os gêneros básicos da trova:
Trovas líricas - Falando dos sentimentos, amor, saudade;
Trovas humorísticas (satíricas) - São as que fazem rir, engraçadas, tem bom humor;
Trovas filosóficas - Contendo ensinamentos, pensamentos.
NO BRASIL - A trova chegou ao Brasil com o os portugueses, continuou com Anchieta, Gregório de Matos, intensificou-se com Tomaz Antonio Gonzaga, Claudio Manuel da Costa, com os românticos - Gonçalves Dias, Casimiro de Abreu, Castro Alves, com os parnasianistas - Olavo Bilac, Vicente de Carvalho e com os modernistas - Mário de Andrade, Manuel Bandeira e Carlos Drummond de Andrade.
A trova é, hoje, o único gênero literário exclusivo da língua portuguesa. Originária da quadra popular portuguesa, encontrou campo fértil no Brasil, mas só depois de 1950 começou a ser estudada e difundida literariamente.
Conversa literária: exemplo de trova
(Pedro Viana Filho)
Para alguns eu sou benquisto
para outros, um atrevido...
Meu consolo é que nem Cristo
foi por todos compreendido.
As espadas ferem tanto,
como também os punhais...
A língua humana, entretanto,
é menor e fere mais.
O que na vida aprendi
e tenho aprendido mais,
provém das lições que ouvi
das tradições dos meus pais.
Trovador, qual o motivo
desse teu mundo risonho?
O segredo é porque vivo
envolvido no meu sonho!
Fonte: www.diarioon.com.br

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