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quinta-feira, 31 de outubro de 2013

DELEGADA DEFENDE AGILIDADE NA DENÚNCIA DE DESAPARECIMENTO DE MENORES

O registro de ocorrência sobre desaparecimento de crianças e adolescente não precisa aguardar 24 horas para ser realizado. Foi o que disse a delegada da Divisão de Referência da Pessoa Desaparecida (DRPD), em Betim, Minas Gerais, Cristina Cicarelli. “A Lei federal determina o registro imediato para crianças e adolescentes desaparecidos. Temos que mudar essa cultura da sociedade, porque o desaparecimento pede urgência na investigação, que pode mudar toda a história de uma família”, pontuou a delegada durante reunião realizada nesta quinta (31/10) pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar denúncias relativas ao tráfico de crianças no estado, presidida pelo deputado Paulo Ramos (PSol).
Segundo Cristina, o desaparecimento de pessoas é um fenômeno invisível, mas de grandes proporções: de 2007 até este ano, já são mais de 37 mil casos no país. Ela argumentou que, em razão dessas condições, é preciso trabalhar de forma integrada com setores públicos e privados, além da sociedade civil. “São mais de 20 mil parceiros que temos com a DRPD. Uma única ocorrência de desaparecimento é compartilhada entre Corpo de Bombeiros, polícias Militar e Civil, e a foto da pessoa é veiculada nos meios de comunicação, lugares públicos e privados”, explicou, citando o sistema que faz a delegacia de Betim ser uma referência para o país de como o serviço de investigação e resolução desse tipo de crime deve ocorrer.
O deputado Paulo Ramos falou que a CPI vai trabalhar para que a integração entre os setores possa ocorrer o mais rápido possível também no Rio de Janeiro. “É possível aprender e atuar de acordo com o exemplo que já ocorre em Betim. Vamos tentar fazer a aproximação entre os setores responsáveis para que o estado do Rio também possa mobilizar esforços para minimizar o drama das famílias que sofrem por conta de seus desaparecidos”, finalizou. O delegado da 3ª Delegacia de Polícia Civil de Betim/MG, Tito Lívio Barrichello, lembrou a necessidade de melhorar a lei sobre tráfico de criança, pois, segundo ele, a punição é muito branda em comparação com outros tipos de crime. “O Poder legislativo também deve contribuir mais para protegermos nossas crianças”, disse.
Representando a Delegacia da Criança e Adolescente Vítima, da Polícia Civil do Rio, Marcelo Braga Maia ratificou que levará a proposta elaborada para integrar os setores envolvidos em caso de desaparecimento no estado. Também estavam presentes na reunião o deputado Jânio Mendes (PDT)e Jovita Belfort, mãe de Priscila Belfort, jovem universitária desaparecida em 2004. A próxima reunião da CPI será realizada na próxima quinta (07/11), às 10h30, no Palácio Tiradentes.
(texto de Camilla Pontes)



Pedro Motta Lima
Diretoria de Comunicação Social da Alerj
(21) 2588-1627 / 2588-1404

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