PARADÃO CAMPINARTE

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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Funai quer levar turistas para reservas indígenas, mas entidade vê problemas

Um projeto ainda em fase de estudos pela Funai (Fundação Nacional do Índio) pretende explorar um destino ainda pouco conhecido no turismo brasileiro: as reservas indígenas. Com um projeto piloto no sul do Amazonas e outros pedidos de viabilidade na fila para serem analisados, a ideia é fazer do turismo um ganha-pão para comunidades indígenas pelo país.
A primeira experiência, em Humaitá (AM), existe há mais de três anos e consiste em levar turistas para praticar pesca esportiva no território indígena Tenharim/Marmelos. O coordenador da Funai na região, Walmir Parintintin, afirma que a iniciativa partiu da própria comunidade tenharim e buscava uma alternativa de renda para evitar a exploração de madeireiros e garimpeiros.
- Em muitos lugares, que não há alternativa, os indígenas se misturam com os madeireiros e com garimpeiros, explorando madeira e criando garimpos ilegalmente. Acaba um monte de índios respondendo a processos e as terras devastadas. Já o turismo é viável, é uma atividade legal, que não degrada.
Segundo a Funai, os recursos gerados pela atividade variam de R$ 60 mil a R$ 80 mil, dependendo dos contratos acertados a cada ano entre indígenas e a empresa de turismo. Geralmente, as visitações só acontecem por um período de 90 dias, entre julho e outubro, quando o rio Marmelos e afluentes estão mais secos.
Parintintin diz que a renda é utilizada de forma comunitária pelos indígenas, que investem no apoio aos estudantes, nas atividades culturais, em moradias, equipamentos, manutenção de veículos e motores, entre outros.
- Hoje se discute muito demarcação das terras indígenas, mas não se discute uma alternativa econômica para esses povos. Tem indígena que prefere ficar conforme sua cultura, mas tem outros que avançaram, que querem estudar, querem ter suas coisas e precisam de uma fonte de renda.
O coordenador da Funai, que pertence à etnia parintintin, conta que outro projeto de turismo na região está em discussão. Neste, a ideia é construir um hotel dentro do território indígena dos parintintins, o que ele chama de hotel de selva. O projeto, no entanto, ainda não é consenso na própria associação da comunidade indígena.

Bahia
Mesmo sem consultar a Funai, há cerca de quatro anos a empresária Maria Luíza da Silva Cruz, da Pataxó Turismo, já oferece pacotes turísticos para visitar aldeias indígenas próximas a Porto Seguro, no sul da Bahia.
Por R$ 799, o visitante compra um pacote que inclui trilhas, aulas de caça com técnicas indígenas, comida tradicional das aldeias pataxó, além de duas noites em um quijeme (oca), dormindo em tarimba (cama tradicional de madeira), rede ou esteira na aldeia da Jaqueira.
Maria Luíza conta que o turismo nestas aldeias começou após os próprios índios a procurarem e mostrarem interesse. Além do dinheiro repassado para as aldeias pela agência, os índios também lucram vendendo artesanato.
- É orgulho para os pataxós se mostrarem como índio. Há um trabalho de décadas de resgate da sua cultura, do idioma e de sua identidade. Eles já sofreram muito com o preconceito e acabaram incorporando muito da cultura urbana.

Cimi
A preservação da cultura indígena é justamente o ponto crítico da iniciativa na opinião do secretário-adjunto do Cimi (Conselho Indigenista Missionário), Saulo Feitosa. Para ele, o contato dos índios com o turista pode causar prejuízo aos moradores das aldeias.
- Existe um preconceito com o indígena e, a não ser que seja um turismo solidário, étnico, e não visando apenas uma atividade lucrativa, pode causar um prejuízo para a cultura indígena, sem nenhum retorno positivo.
Para Feitosa, transformar as aldeias em pontos turísticos pode trazer para essas áreas problemas comuns a outros destinos de visitantes no país, como o turismo sexual e disseminação de doenças contagiosas.
O representante do Cimi, no entanto, amenizou a questão em relação às aldeias pataxós do sul da Bahia. Segundo ele, os índios daquela região possuem um contato maior com os brancos, o que faz das aldeias indígenas praticamente aldeias urbanas.
A Funai diz que seu papel é de resguardar, monitorar e fiscalizar as atividades nas aldeias, mas que as comunidades indígenas têm autonomia para explorar o turismo em seus territórios. (Fonte R7)

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Jogando em Moça Bonita, o Bangu derrotou o Duque de Caxias por 1 a 0

O fator casa fez a diferença. Jogando em Moça Bonita, o Bangu derrotou o Duque de Caxias por 1 a 0, na tarde desta quarta-feira (26/01), pela terceira rodada da Taça Guanabara. Com o resultado o time banguense chegou aos seis pontos ganhos no grupo B. Já o Duque de Caxias permanece com três.
No próximo domingo, o Bangu vai a Macaé enfrentar o time da casa e o Caxias joga contra o Fluminense no Engenhão.
O JOGO
Apesar do forte calor que fazia em Moça Bonita, a partida começou bastante movimentada. Tanto que, aos 18 minutos, saiu o gol do jogo. Após tabelinha, Ricardinho foi à linha de fundo e cruzou para Pipico de cabeça marcar: 1 a 0. Mesmo após o gol, o time banguense continuou pressionando o adversário. Na etapa final o Duque de Caxias equilibrou a partida. Porém, as melhores oportunidades continuaram sendo do time da casa. Aos 27, Pipico acertou um chutaço e a bola explodiu no travessão. Dois minutos depois, o mesmo Pipico, passou por três adversários, mas concluiu errado. O Bangu ainda teve outras chances de gol com Ricardinho e China, mas o placar acabou não sendo mais alterado: Bangu 1 x 0 Duque de Caxias.

Ficha Técnica:
Bangu 1 x 0 Duque de Caxias
Local: Estádio de Moça Bonita
Data: 26 de janeiro
Horário: 17 Horas
Árbitro: Djalma Beltrami
Assistentes: Lilian da Silva Fernandes e Andréia Izaura de Sá
Público Pagante: 407 pessoas
Renda: R$ 5.140,00

Bangu: Thiago Leal, China, Diego Padilha, Abílio e Fabiano; André Barreto (Cassiano), Josiel, Thiago Galhardo (Possato) e Ricardinho; Pipico e Leandro Costa (Charles Chad).
Técnico: Gabriel Vieira.

Duque de Caxias: Erivélton, Lucão, Fábio Braz e Marlon; Antônio (Felipe Canavan), Juninho, Lenon, Lenílson (Rodrigo Dantas) e Ari (Gabriel); Somália e Geovane Maranhão.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Rádio Campinarte Apresenta o Programa / Há sempre um oásis no deserto - Clássicos da música evangélica (primeira parte)

Há sempre um oásis no deserto (a crônica à luz da Bíblia) também dá título a uma seção do Campinarte Dicas e Fatos assinada pela Missionária Maria da Gloria da Igreja Assembléia de Deus – Rua da Associação, Irajá / RJ .
Para este primeiro programa (da nossa Rádio Campinarte) foi feita uma pequena seleção de grandes clássicos da música evangélica de todos os tempos.
Do CD “Mensagem Celestial” (Volume II) do Grupo De Las Alturas De Los Andes abriremos com três hinos da Harpa Cristã, pela ordem: Óh! Jesus me ama / Alma abatida / Conversão...
Para encerrar ouviremos do Cantor Cristão o hino “Vencendo vem Jesus” na interpretação do mesmo grupo.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

De virada, Botafogo vence o Duque de Caxias: 2 a 1

Foi sofrido, mas o Botafogo conseguiu estrear com vitória sobre o Duque de Caxias por 2 a 1 nesta quinta-feira (20/01), no Engenhão, pela primeira rodada do grupo B da Taça Guanabara. Somália abriu o placar para os visitantes, mas Loco Abreu e Caio fizeram os gols que proporcionaram o triunfo para o time comandando por Joel Santana.
Na próxima rodada, o Botafogo visita a Cabofriense, domingo, às 19h30min, no estádio Cláudio Moacyr, em Macaé. Já o Duque de Caxias, enfrentará o Macaé, no mesmo dia, porém, às 17h, no Marrentão, em Xerém.
Assessoria de Imprensa: Uruan Júnior/ Agência FERJ
Foto: Úrsula Nery/ Agência FERJ

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Ventania deixa casas destelhadas e ruas sem luz no Rio e na Baixada

A formação de uma nuvem, que segundo meteorologistas seria um tornado de baixa intensidade, provocou uma ventania no início da noite desta quarta-feira (19) que deixou várias casas destelhadas e ruas sem luz na Zona Oeste do Rio de Janeiro e na Baixada Fluminense.
A Defesa Civil de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, registrou alguns chamados de moradores que tiveram as casas destelhadas, além de ocorrência de quedas de galhos e árvores. Não houve feridos.
O Corpo de Bombeiros do Rio também afirmou ter recebido alguns chamados de moradores assustados com a ventania.
De acordo com a Light, concessionária responsável pelo fornecimento de energia elétrica na região, trechos dos bairros de Nova Iguaçu, Belford Roxo e Caxias, na Baixada Fluminense, estão sem luz nesta noite. Além disso, algumas ruas de Bangu e Campo Grande, na Zona Oeste, também seguem sem energia desde a ventania no início da noite. Técnicos da companhia estão no local, mas não há previsão para o restabelecimento do serviço. - Saiba mais - clique aqui - G1

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Nossas lentes captaram que...

Justiça condena jogador Somália a ajudar Região Serrana do Rio
O jogador do Botafogo não será julgado por registrar na delegacia um sequestro relâmpago inexistente. Mas ele vai precisar pagar o equivalente a R$ 22 mil em material escolar, fraldas descartáveis e alimentos.

Previsão de chuva forte e em grande quantidade no centro-sul do Brasil
A quinta-feira (20) vai ser abafada na maioria das regiões, com pancadas de chuva típicas de verão. Sol o dia todo em parte do Rio Grande do Sul e de Roraima e do leste do Rio de Janeiro ao norte da Bahia.

Moradores de áreas de risco da Região Serrana resistem a deixar suas casas
O trabalho de retirada dos moradores ameaçados é difícil. De acordo com juristas consultados pelo Jornal Nacional, o Estado tem o direito e o dever de retirar à força quem se recusa a sair.

Rio Pardo sobe em Minas Gerais e destrói casas na cidade de Ipuiúna
Na cidade de Soledade de Minas, a zona rural foi a mais prejudicada com diversas pontes caídas.

Represa não suporta força de enxurrada e rompe em São Paulo
A correnteza foi derrubando árvores, pontes, e destruindo estradas. A mineradora se comprometeu a recuperar os danos.

Bombeiros usam botes para salvar moradores ilhados em Criciúma (SC)
No município, choveu em apenas duas horas o que era esperado para o mês inteiro. Já no sul de Santa Catarina, 12 cidades enfrentam situação de emergência por causa da estiagem.

Mulher morre ao salvar netos durante temporal em Mauá (SP)
A parede da cozinha caiu e a vítima ficou presa debaixo da geladeira. Os vizinhos ainda ouviram os gritos de socorro, mas não puderam ajudar.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Curtinhas sobre as chuvas no Rio de Janeiro...

Dois homens são presos tentando desviar donativos para vítimas das chuvas
O motorista da UERJ, Gilson Silva do Nascimento, de 48 anos, e o irmão dele, Jorge Mauro do Nascimento, de 52 anos, foram presos em flagrante.

Cariocas vão sentir no bolso perdas produtivas na Região Serrana do Rio
'O pouco que chega da região de hortaliças, verduras e legumes chega com preços muito mais altos, com até 60% de aumento'.

Número de doadores de sangue triplica no Hemorio após tragédia
A preocupação agora é com possível surto de leptospirose, comum em casos de enchentes. O Hemorio pede para as pessoas esperarem um pouco e se programarem.

Tempo abre na Região Serrana do Rio a partir de quarta (19)
Ainda pode chover pequenos volumes nesta terça-feira à tarde. Em Minas, 84 municípios estão em estado de emergência e 20 mil pessoas estão desabrigadas e desalojadas.

Bom Jardim, vizinho de Nova Friburgo, ainda está isolado após chuvas
O Exército cedeu uma ponte metálica que será estendida na estrada para tirar o município do isolamento. A operação deve ser feita nos próximos dias.

Animais atingidos pelas chuvas no Rio são acolhidos por voluntários
A maioria dos cães ficou sem casa porque seus donos morreram ou estão desaparecidos.

Regiões de difícil acesso deixam moradores isolados à espera de ajuda
Em alguns lugares, o risco de atolar é grande. Por isso, algumas doações são deixadas no solo para serem apanhadas depois pelos moradores da área rural.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Chuvas no Rio – A solidariedade do povão de Duque de Caxias

As poderosas lentes do nosso Observatório Comunitário captaram em Nova Campinas e Santa Cruz da Serra (especialmente) a iniciativa de várias pessoas que solidárias com o sofrimento das vítimas da tragédia das cidades serranas se prontificaram em arrecadar alimentos não perecíveis, água, roupa, material de limpeza e em alguns casos até frutas e legumes. Boa parte dessa arrecadação foi enviada para os municípios mais prejudicados pelas enchentes. Esse grupo é formado por entidades, comerciantes e moradores (dos bairros citados) e pelo o que as nossas lentes captaram o total arrecadado é muito grande. Esperamos que esses donativos cheguem aos desabrigados e que nada seja desviado como normalmente acontece em ocasiões como essa.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Coisa de criança... Cadê? Cadê? / Huayrãn Ribeiro

Seu vereador... Seu prefeito... Seu deputado... Seu governador... Seu senador... Seu presidente...
Cadê o dinheiro que seria gasto no saneamento básico?
Foi gasto na campanha eleitoral, menino!
Cadê o dinheiro que seria gasto na saúde?
Foi gasto na campanha eleitoral, menino!
Cadê o dinheiro que seria gasto na educação?
Foi gasto na campanha eleitoral, menino!
Cadê o dinheiro que seria gasto nas contenções de encostas?
Foi gasto na campanha Eleitoral, menino!
Cadê o dinheiro que seria gasto na prevenção das enchentes?
Foi gasto na campanha Eleitoraaaal, menino!
Cadê o dinheiro que seria gasto com a limpeza e dragagem dos rios?
Foi gasto na campanha Eleitoraaaaal, menino!
Cadê a estrada que passava aqui?
Foi encoberta pelo rio, menino!
E a casa que ficava ali?
Está debaixo d’água, menino!

Seu vereador... Seu prefeito... Seu deputado... Seu governador... Seu senador... Seu presidente... E a família que morava nela?

Que garoto chato! Faz cada pergunta... Eu sei lá...!

Os Cariocas: O Solitário de Duque de Caxias

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Conjunto habitacional para famílias de baixa renda – lugar que até o diabo faz questão de esquecer / Huayrãn Ribeiro

Se alguém chegar pra você e disser que mora num desses conjuntos habitacionais para famílias de baixa renda, acredite, ele está dizendo que mora numa espécie de subsolo do inferno, lugar que até o diabo faz questão de esquecer.
Esses conjuntos habitacionais para famílias de baixa renda são projetados pelos piores profissionais do ramo ou a coisa é feita de propósito para dificultar a vida de seus moradores – Os apartamentos ou casas são horrorosos, desconfortáveis, normalmente as paredes são geminadas expondo a todos a uma total falta de privacidade e o material usado nessas construções, com certeza, não é material de primeira e no verão o calor é insuportável.
Esses conjuntos habitacionais para famílias de baixa renda não são acompanhados de um projeto de manutenção e são entregues (aparentemente) com toda infra-estrutura só que com um prazo de validade bem limitado, explico: justamente pela falta de um projeto de manutenção em pouco tempo suas ruas vão ficando escuras e esburacadas, os conjuntos que são cortados por rios, por exemplo, rapidamente tem suas margens ocupadas por construções irregulares isso sem falar que são afetados (os rios) pela poluição (esgoto, lixo, etc.) e a parte mais dolorosa para as famílias é o abastecimento de água que sempre deixa a desejar.
Para quem olha de longe, esses conjuntos habitacionais para famílias de baixa renda são uma beleza: tudo padronizado, saneamento básico, “água”, energia elétrica, transporte, comércio, escolas, segurança, área de lazer, só que tudo funciona de maneira superficial. Tudo funciona de maneira muito precária e isso tudo com a conivência do poder público - preciso dizer mais alguma coisa?
Perfil dos moradores

Tem gente de tudo que é lugar com as mais diferentes formações e informações desse país e até de fora do Brasil. São pessoas pobres sem muita cultura, a maioria é ordeira, trabalhadora, honesta. Essas pessoas são [principalmente] dolorosamente cientes de onde estão.
Muitos estão tendo pela primeira vez a oportunidade de morar numa casa (ou apartamento) de alvenaria ou de morar pela primeira vez no asfalto (não morar no alto de um morro). No fundo essas pessoas só querem ser felizes, muitos encontraram nesses conjuntos habitacionais para famílias de baixa renda a sua felicidade, enquanto outros encontraram nesses mesmos conjuntos o seu inferno.
Comércio, profissionais e serviços
Quem procura se estabilizar nesses conjuntos habitacionais normalmente são comerciantes que visam única e exclusivamente o lucro fácil e recorrem a expedientes bem fora do padrão. É muito comum encontramos nesses conjuntos habitacionais comerciantes que trabalham na clandestinidade, suas lojas não tem alvará, não assinam as carteiras de seus funcionários, não emitem nota fiscal, suas mercadorias não têm procedência comprovada, muitos são proprietários, mas nada consta em seus nomes, usam os chamados laranjas.
Você deve estar curioso: mas, e a fiscalização?
Não funciona, porque é corrupta, fazem vista grossa em troca de propina.
Detalhe: em termos de aparência, as lojas comerciais desses conjuntos habitacionais ganhariam de longe o troféu BIROSCA DE OURO. São muito feias, aliás, quem dá a esses conjuntos habitacionais um caráter de favela é exatamente o comércio com as suas barracas de alvenaria – não podem ser chamadas de lojas comerciais. Como diria aquele garotinho do futebol: “é de mais para o meu visual”!
Um dos ramos mais problemáticos nesses conjuntos habitacionais são os relacionados à saúde. Consultórios dentários, consultórios médicos vira e mexe são denunciados por uma série de irregularidades: abortos clandestinos, falsos médicos, no caso das farmácias uma coisa muito séria é a livre comercialização de medicamentos que normalmente só poderiam ser vendidos com receita médica... Falo dos medicamentos com tarja vermelha, preta, etc. 
Não poderia deixar e citar (claro) a pirataria que rola a vontade e isso tudo com a conivência do poder público - preciso dizer mais alguma coisa?
Quantos aos profissionais e serviços a coisa não difere. É muito difícil você encontrar nesses conjuntos habitacionais profissionais sérios, conscientes das obrigações de seus ofícios. A falta de qualificação profissional prejudica bastante o avanço dessas comunidades. São muitos os curiosos que se metem a mecânico de automóvel, técnico de refrigeração, técnico em eletrônica, informática, eletricista, pedreiro, enfim, nesses conjuntos habitacionais até você encontrar o profissional certo vai ter que suar um bocado.
Lazer
Falar de lazer nesses conjuntos habitacionais é piada. O máximo que você encontra é uma pracinha, com uns brinquedinhos, uma quadra de futebol e mais nada.
Esses conjuntos habitacionais carecem e muito de áreas de lazer. É assustador o número de crianças nesses conjuntos que nunca foram, por exemplo, ao teatro, cinema, museu, muitas nunca foram sequer a praia.
Não estou querendo dizer que deveriam projetar esses conjuntos habitacionais para famílias de baixa renda com uma praia ou coisa parecida, mas alguns equipamentos culturais deveriam ser obrigatórios nesses projetos, além de quadras polivalentes e campo de futebol, teatro, cinema e uma área verde para que fosse cultivado desde a tenra infância o gosto pela preservação ambiental.
Transporte
Umas das partes mais sofridas para as pessoas que moram nesses conjuntos habitacionais para famílias de baixa renda é o transporte. Passagem cara, o pior tratamento possível dispensado pelas empresas de ônibus que não poupam principalmente estudantes e idosos, e isso tudo com a conivência do poder público - preciso dizer mais alguma coisa?
Religião, serviços sociais
Esses conjuntos habitacionais para famílias de baixa renda são uma espécie de paraíso para os oportunistas de todos os credos. O que você mais encontra nesses conjuntos habitacionais para famílias de baixa renda são igrejas, a maioria evangélica, cada uma com o nome mais estranho que a outra e cada qual com a sua doutrina, com a sua bíblia e com o seu deus, é o segmento mais dividido. Encontramos também igrejas católicas, centros espíritas e um monte de seitas. Em meio a essa salada temos também uma penca de ONGs, fundações, associações, centros culturais, centros sociais e seus projetos de fachada que só servem para beneficiar uma meia dúzia de picaretas travestidos de lideranças comunitárias e isso tudo com a conivência do poder público - preciso dizer mais alguma coisa?
Segurança, Drogas, prostituição, violência
É muito comum você encontrar nesses conjuntos habitacionais para famílias de baixa renda a presença do Estado. Normalmente faz parte do projeto a implantação de um DPO ou dentro do conjunto ou nas proximidades o que não impede (muito pelo contrário) a ação de traficantes, milicianos, prostituição de menores e [claro] muita violência, sem falar nos furtos e assaltos a mão armada.
Na verdade só quem se sente seguro para cometer seus delitos nesses conjuntos habitacionais para famílias de baixa renda são os vagabundos e isso tudo com a conivência do poder público - preciso dizer mais alguma coisa?

Resumo: Se alguém chegar pra você e disser que mora num desses conjuntos habitacionais para famílias de baixa renda, acredite, ele está dizendo que mora numa espécie de subsolo do inferno, lugar que até o diabo faz questão de esquecer. Preciso dizer mais alguma coisa?

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Continua a matança de crianças / Huayrãn Ribeiro

Vejam o que diz o noticiário sobre morte de crianças. É um absurdo como matam crianças nesse país... O número de mortes ou por acidentes, negligência, falta de atendimento médico, assassinatos é impressionante. O Rei Herodes ficaria de queixo caído, não passaria de um mero iniciante do mal. Uma coisa é certa, definitivamente, Herodes fez escola.
Segundo informa a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, uma criança de 3 anos morreu neste domingo (9), após ficar horas dentro do carro dos pais, em Caraguatatuba.
A menina L.S.R. chegou a ser socorrida pelo resgate local, pois estava inconsciente, mas não resistiu e veio a óbito por volta das 14h05.
Os pais da criança disseram em depoimento à polícia que acordaram por volta do meio-dia, após terem voltado às 5h da manhã de um show e que encontraram a filha no carro. Eles contaram que a menina tinha costume de brincar no veículo.
"A ocorrência foi registrada como morte suspeita. Foi solicitada perícia para o veículo e exame necroscópico para a vítima", informa ainda a Secretaria de Segurança Pública.
Um menino de 6 anos morreu ao ficar preso em um buraco cheio de lama com cerca de 3 m de profundidade em uma fábrica de cerâmica em Tatuí (SP), por volta das 18h de domingo. Segundo o Corpo de Bombeiros da cidade, a chuva fez a lama acumular e a criança não conseguiu escapar.
Ainda de acordo com os bombeiros, apesar de fábrica estar fechada, o local é de fácil acesso e a vítima foi brincar com o primo. Não havia adultos no local. O parente tentou ajudar ao atirar madeira para a criança ter em que se segurar, mas foi em vão.
O primo voltou para a casa, mas só conseguiu comunicar o fato à família às 20h. Quando os bombeiros chegaram, o garoto já estava morto.
Uma criança de 10 anos foi baleada no olho esquerdo na tarde desta segunda-feira em Simões Filho, na grande Salvador. Segundo informações da Superintendência de Telecomunicações das Polícias Civil e Militar (Stelecom), Josué Ferreira Reis Neto foi alvejado durante uma troca de tiros entre traficantes locais, por volta das 13h45, na localidade conhecida como Riacho Doce.
O menino foi socorrido pelo padrasto, Ezequias de Jesus Santos, e levado para o Hospital Geral do Estado (HGE) por agentes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Às 17h30 não havia informações sobre o estado de saúde da criança.

Presidente da Associação de Moradores do Bananal é assassinado

presidente da Associação de Moradores do bairro Bananal, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, foi morto a tiros por volta do meio-dia desta segunda-feira (10).
Joãosinho do Bananal dirigia uma Kombi em Olavo Bilac quando três homens passaram em um carro e interceptaram o veículo. Dois deles desceram e fizeram vários disparos contra Joãozinho, que morreu na hora.
A polícia investiga se o crime tem motivação passional. Joãosinho foi cândida a vereador nas últimas eleições municipais, mas não conseguiu se eleger.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Saiba quais são os serviços bancários que não podem ser cobrados

Nestes últimos anos, não bastassem os juros bancários exorbitantes, os bancos descobriram o quanto poderiam faturar com a cobrança dos famosos “serviços bancários”.
É tarifa que não acaba mais, para todo e qualquer tipo de serviço, desde tirar extrato até usar o cartão. E as tarifas e seus valores aumentam mês após mês.
Mas há serviços que não podem ser cobrados, ou seja, estão isentos de tarifação.
Um destes serviços é o da conta-salário, sobre a qual não pode ser cobrada nenhuma tarifa pela sua movimentação normal.
Mas a Resolução 2747/00 do Banco Central do Brasil traz ainda os seguintes serviços que também estão isentos:
1. Fornecimento de cartão magnético ou, alternativamente, a critério do correntista, de um talonário de cheques com, pelo menos, dez folhas, por mês;

2. Substituição do cartão magnético, que não é obrigatória se for por pedido de reposição do próprio correntista nos casos de perda, roubo, danificação e outros motivos que não forem da responsabilidade do banco;

3. Expedição de documentos destinados à liberação de garantias de qualquer natureza, inclusive por parte de administradoras de consórcio (exemplo: documentos para liberação de financiamento de veículo);

4. Devolução de cheques pelo Serviço de Compensação de Cheques e Outros Papéis (SCCOP), exceto por insuficiência de fundos, hipótese em que a cobrança somente poderá recair sobre o emitente do cheque;

5. Manutenção de contas de depósitos de poupança (com exceção daquelas que o saldo seja igual ou inferior a R$ 20,00 (vinte reais) ou que não apresentem registros de depósitos ou saques, pelo período de seis meses),

6. As contas à ordem do poder judiciário, e de depósitos em consignação de pagamento de que trata a Lei nº 8.951, de 13 de dezembro de 1994 (consignação extrajudicial).


Fique atento aos abusos e exija os seus direitos!
Fonte: Site www.endividado.com .br